Nova onda de ataques aéreos americanos contra o Irã
Os Estados Unidos lançaram uma nova ofensiva aérea contra o Irã na noite de quarta-feira, marcando o segundo dia consecutivo de operações militares contra a República Islâmica. A ação foi desencadeada pela derrubada de um helicóptero Apache americano por um drone iraniano na segunda-feira, iniciando um ciclo de retaliações que elevou significativamente as tensões no Oriente Médio.
O Comando Central dos EUA (Centcom) justificou os ataques como resposta à agressão injustificada e contínua do Irã. Segundo comunicado oficial, as forças americanas iniciaram os ataques às 17h15 no horário do leste dos EUA contra múltiplos alvos no território iraniano, sob ordens do Comandante-em-Chefe.
Declarações de Trump sobre continuação dos ataques
O presidente americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos retomarão os ataques contra o Irã com força intensificada. Durante declaração na Casa Branca, Trump acusou Teerã de prolongar negociações de forma injustificada. "Vamos atacá-los... atacá-los com muita força", declarou o presidente, argumentando que as autoridades iranianas continuam atrasando um possível acordo.
Trump havia anunciado anteriormente que um acordo para encerrar a guerra seria fechado em até três dias, mas a situação escalou dramaticamente na madrugada seguinte com o início dos confrontos armados diretos.
Alvos e infraestrutura atingida
De acordo com relatos da mídia iraniana, explosões foram registradas na manhã de quinta-feira em várias localidades próximas ao Estreito de Ormuz. A cidade portuária de Bandar Abbas, a ilha de Qeshm e as cidades de Minab e Sirik reportaram impactos de ataques.
A agência de notícias Tasnim, afiliada à Guarda Revolucionária, informou que os Estados Unidos atacaram uma planta petroquímica no campo de gás de South Pars, localizado em Asalouyeh. A televisão estatal iraniana relatou ativação das defesas aéreas ao redor de instalações de energia crítica, indicando que atacar infraestrutura energética representaria uma escalada significativa nos confrontos mútuos.
Resposta iraniana e bloqueio do Estreito de Ormuz
O Irã respondeu aos ataques americanos anunciando que havia atacado duas embarcações no Estreito de Ormuz e advertindo que qualquer navio que transite pela hidrovia será alvo de ataques. O Estado-Maior iraniano declarou que a passagem está "completamente fechada a todos os tipos de embarcações".
Além disso, a mídia estatal iraniana afirmou que o Irã bombardeou o quartel-general da Quinta Frota dos EUA no Bahrein em resposta aos novos ataques. Os drones teriam alvejado antenas de comunicação e radares do sistema de defesa antimíssil Patriot, conforme relatado pelas agências Fars e Mehr.
Escala dos ataques americanos
Um repórter da Fox News em Tel Aviv afirmou que Trump revelou ter disparado 49 mísseis Tomahawk contra alvos no Irã, além dos bombardeios realizados por caças americanos. O presidente americano indicou que os bombardeios seriam interrompidos brevemente, mas continuariam na noite seguinte caso as autoridades iranianas não cedessem nas negociações.
Preocupações internacionais e aviso da ONU
O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou a escalada dos ataques e da retórica nas últimas 48 horas, alertando para o risco de uma "guerra total" no Golfo. Rússia e China, aliadas do Irã, também emitiram pedidos de moderação e expressaram preocupação com a nova rodada de confrontos.
O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou uma resolução exigindo que o Irã forneça informações sobre suas reservas de urânio e instalações de produção, acrescentando complexidade às negociações diplomáticas.
Impacto econômico nos mercados de petróleo
Os preços do petróleo responderam imediatamente à escalada das tensões. O barril do Brent para entrega em agosto registrou alta de 1,80%, atingindo 93,10 dólares, enquanto o WTI para julho subiu 2,08%, alcançando 90,03 dólares, impulsionado pelas declarações belicosas de Trump e pela incerteza regional.
