O Botafogo anunciou neste domingo o encerramento do trabalho de Martín Anselmi, mesmo após a vitória sobre o Bragantino, no Estádio Cícero de Souza Marques, em São Paulo, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro.
O período do técnico argentino no clube durou menos de três meses. Anunciado em dezembro do ano anterior, Anselmi deixa o Botafogo após 18 partidas, com sete vitórias, dois empates e nove derrotas, resultando em um aproveitamento de 42,6%.
A decisão de demissão acontece em um momento complicado no início do Brasileirão, com a equipe alvinegra na zona de rebaixamento, somando apenas três pontos em 18 disputados, além da eliminação na terceira fase da pré-Libertadores para o Barcelona de Guayaquil.
Além do treinador, deixam o clube os auxiliares Luis Piedrahita e Pablo De Muner, o preparador físico Diego Bottaioli e o preparador de goleiros Darío Herrera. Anselmi, de 40 anos, tinha contrato com o Botafogo até o final de 2027.
Anselmi foi oficializado em 22 de dezembro para substituir Davide Ancelotti, que deixou o comando do clube no final de 2025. Entretanto, o trabalho não obteve sucesso, com eliminações no Carioca e na pré-Libertadores, além de cinco derrotas em cinco clássicos.
Com apenas 90 dias entre a contratação e a demissão, Martín Anselmi teve a terceira passagem mais curta entre os técnicos do Botafogo desde a criação da SAF, ficando atrás apenas de Lúcio Flávio, com 42 dias em 2023, e Bruno Lage, com 88 dias. Tiago Nunes, com 98 dias, também aparece entre os trabalhos mais breves do período.
Desde a mudança para SAF, o Botafogo tem enfrentado alta rotatividade no comando técnico. Luís Castro foi o mais duradouro, com 462 dias. Depois dele, passaram pelo clube Bruno Lage, Lúcio Flávio, Tiago Nunes, Artur Jorge, Renato Paiva, Davide Ancelotti e agora Martín Anselmi.
Com informações d´O Globo
