Como são selecionados os árbitros da Copa do Mundo?
A Copa do Mundo de 2026 contará com um total de 170 profissionais de arbitragem provenientes de diversas partes do globo. Essa equipe é composta por 52 árbitros, 88 assistentes e 30 assistentes de vídeo (VAR), selecionados entre as 50 associações nacionais filiadas à Fifa, com representação das seis confederações principais: UEFA, Conmebol, Concacaf, CAF, AFC e OFC.
Este número representa um aumento significativo de 41 árbitros em relação à Copa do Mundo de 2022, refletindo a expansão do torneio que agora inclui 16 seleções adicionais e 40 partidas extras nesta edição. O processo de seleção é rigoroso e baseado em critérios específicos de qualidade e desempenho.
Critérios de seleção dos árbitros
Os árbitros são escolhidos com base em sua qualidade técnica e desempenho apresentado em torneios da Fifa, além de outras competições nacionais e internacionais de prestígio. A Fifa elaborou uma lista preliminar de oficiais em 2023 e monitorou cuidadosamente o desempenho individual de cada um antes de confirmar as escolhas para o torneio.
Os profissionais selecionados participaram de seminários especializados e atuaram em competições organizadas pela entidade, garantindo que estivessem preparados para os desafios de um campeonato mundial. Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da Fifa, enfatizou que os árbitros recebem apoio abrangente de preparadores físicos, equipe médica, fisioterapeutas e especialistas em saúde mental, com o objetivo de garantir que cheguem ao torneio nas melhores condições possíveis.
Nove árbitros brasileiros na Copa do Mundo 2026
O Brasil será o país com o maior número de árbitros na Copa do Mundo de 2026, consolidando sua tradição de excelência na arbitragem internacional. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou em abril que a equipe brasileira será formada por três árbitros principais:
Raphael Claus, de São Paulo, é um dos árbitros brasileiros que retorna à Copa do Mundo, tendo representado o Brasil no Catar há quatro anos. Wilton Pereira Sampaio, de Goiás, também participa novamente do torneio, trazendo sua experiência de edições anteriores. Já Ramon Abatti Abel, de Santa Catarina, fará sua estreia no Mundial após participar da Copa do Mundo de Clubes no ano anterior.
Além dos árbitros principais, seis assistentes brasileiros integram a delegação: Bruno Boschillia (Paraná), Bruno Pires (Goiás), Danilo Manis (São Paulo), Rodrigo Figueiredo (Rio de Janeiro), Rafael Alves (Rio Grande do Sul) e Rodolpho Toski Marques (Paraná), totalizando nove profissionais brasileiros na arbitragem do torneio.
Mulheres na arbitragem da Copa do Mundo
A Copa do Mundo de 2026 prossegue com a inclusão de mulheres na arbitragem, seguindo o precedente estabelecido na edição de 2022 no Catar, que foi a primeira a contar com mulheres apitando partidas de uma fase final masculina. Nesta edição, apenas duas mulheres foram selecionadas para atuar como árbitras: Tori Penso, dos Estados Unidos, e Katia Itzel Garcia, do México.
Embora o número seja limitado, essa presença representa um avanço importante para a diversidade e inclusão no futebol internacional, abrindo caminhos para mais mulheres ocuparem posições de liderança e autoridade em competições de alto nível.
Distribuição geográfica e árbitros estreantes
A seleção de árbitros reflete uma distribuição equilibrada entre as confederações. A UEFA é a confederação mais representada com 18 árbitros, seguida pela Confederação Asiática de Futebol (AFC) com 11 representantes. Esta distribuição garante que o torneio tenha uma perspectiva verdadeiramente global.
Cinco árbitros serão os primeiros de seus países a comandar uma partida de Copa do Mundo, representando um momento histórico para suas confederações nacionais. São eles: Omar Abdulkadir Artan (Somália), Pierre Atcho (Gabão), Dahane Beida (Mauritânia), Adham Makhadmeh (Jordânia) e Hector Said Martinez (Honduras).
As designações específicas para cada partida ainda não foram finalizadas, mas a Fifa segue preparando seus árbitros para garantir que o torneio seja conduzido com a mais alta qualidade de arbitragem.
