O chefe da organização extremista autodenominada Estado Islâmico (EI) foi morto durante uma ação americana na madrugada desta quinta-feira (3), no noroeste da Síria, disse em pronunciamento o presidente dos EUA, Joe Biden.
Ele declarou que a morte Qurayshi - que teria detonado uma bomba, matando a si mesmo e a membros de sua família - “removeu uma grande ameaça terrorista do mundo”.
Socorristas sírios disseram ter encontrado 13 corpos no local. A operação americana alvejou uma edificação de dois andares em uma área residencial na cidade de Atmeh, dominada pela oposição síria e um bastião de grupos jihadistas que rivalizam com o EI.
Um ponto importante é que, ao longo dos anos, operações realizadas pelos EUA contra figuras do EI ou do grupo radical Al-Qaeda geralmente eram realizadas à distância, por ataques com drones.
Mandar equipes militares em solo é muito mais arriscado - e uma medida reservada para alvos vistos como de “alto valor” ou sob condições desafiadoras. O caso mais emblemático é a ação militar que matou o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, no Paquistão em 2011.
Fontes locais afirmam que as Forças Especiais dos EUA enfrentaram dura resistência em solo e foram alvejadas por armas antiaéreas. Houve em torno de duas horas de disparos de tiros até que os helicópteros deixassem o local.
