A Prefeitura do Rio reativou nesta terça-feira o Chafariz Dança das Águas, que fica em frente ao Centro Administrativo São Sebastião, na Cidade Nova. O equipamento público estava sem funcionar desde 2024, depois de registros de furto.
A retomada veio acompanhada de uma série de serviços feitos pela Secretaria de Conservação e Serviços Públicos. Foram executados trabalhos de limpeza, pintura e impermeabilização do lago, além da recuperação das esculturas em bronze. As peças passaram por limpeza técnica e receberam aplicação de resina para proteção e realce do acabamento.
Segundo o secretário Diego Vaz, a reativação faz parte do esforço de recuperação de equipamentos públicos danificados. "O trabalho de reativação do Chafariz Dança das Águas reforça o nosso compromisso com a conservação dos espaços públicos e a preservação do patrimônio da cidade. Atuamos de forma permanente para recuperar equipamentos que foram danificados, inclusive por ações de vandalismo e furtos, e devolvê-los à população em pleno funcionamento", afirmou Diego Vaz.
Com a volta da operação, o chafariz passa a funcionar todos os dias em horários definidos: das 8h às 10h, das 12h às 14h e das 16h às 18h.
A ação integra o programa de recuperação e manutenção de chafarizes históricos do Rio. Nos últimos quatro anos, a prefeitura também revitalizou os chafarizes das Saracuras, em Ipanema; Paulo de Frontin, no Rio Comprido; Pio X, no Centro; Saens Peña, na Tijuca; Praça Ana Lima, em Irajá; João Bechermans, em Parada de Lucas; Cascata, no Méier; e Canhão, em Campo Grande.
Inspirado na estética da Grécia Antiga, o Chafariz Dança das Águas é formado por três esculturas femininas em bronze: Oceania, Nereida e Náiade. As figuras representam, respectivamente, as águas do oceano, dos mares e as águas doces.
A obra foi criada pelo escultor Remo Bernucci e inaugurada em 1964, no bairro da Glória. Em 2002, acabou transferida para a Cidade Nova. Cada escultura tem cerca de três metros de altura. Antes de ser instalada em espaço público, a peça foi premiada no Salão Nacional de Belas Artes de 1965.
