Na cerimônia de posse de Eduardo Cavaliere no Palácio da Cidade, foram notadas algumas presenças importantes de aliados, incluindo o bolsonarista Chico Machado.
Um dos momentos surpreendentes foi a presença do vereador do PL, Paulo Messina.
Não poderia faltar samba na comemoração com Paes e Cavaliere. Quem animou o evento foi Marquinho de Oswaldo Cruz.
Logo em seguida, Dudu Nobre se apresentou e chamou Paes de governador. Diante da presença do presidente do TRE-RJ, Paes precisou se desculpar para evitar possíveis multas.
No discurso de despedida, houve várias menções positivas ao governo do estado, desde os transportes até a segurança, evidenciando um tom de campanha.
No entanto, o evento acabou se tornando mais um lançamento da pré-candidatura de Eduardo Paes a governador do que a posse de Cavaliere.
Em um gesto simbólico, Cavaliere recebeu a chave da cidade das mãos de Paes, em vez da tradicional troca de faixa. A homenagem a Pedro Paulo, presidente do PSD, foi uma tentativa de amenizar as tensões internas.
No seu primeiro discurso, Eduardo Cavaliere fez uma breve retrospectiva histórica do Rio de Janeiro e elogiou Eduardo Paes.
No entanto, o discurso se estendeu tanto que acabou a bateria do microfone.
Apesar de deixar a prefeitura sem apoio incondicional do PSDB, Eduardo Paes enfrenta desafios políticos. O presidente do partido no Rio, Luciano Vieira, ameaça apoiar Cláudio Castro ao invés de Paes na candidatura ao governo do estado.
Com vários novos quadros do PSDB não demonstrando apoio a Paes, a situação política se torna incerta. A possibilidade de Luciano Vieira lançar uma campanha própria ao mandato tampão também é cogitada.
Eduardo Paes demonstrou firmeza ao cortar apoio e recursos de Luciano Vieira, visando consolidar sua base política. Até mesmo o secretário de Administração, Marcelo Queiroz, pode migrar para o PSD.
O vereador Diego Faro, do PL, foi nomeado para a Secretaria Estadual de Esportes e Lazer, enquanto o suplente Chagas Bola assumiu sua vaga na Câmara dos Vereadores.
Eduardo Paes deixou o cargo de prefeito sem concluir a assinatura do decreto do Corredor Azul, uma iniciativa ambiental para proteger a biodiversidade e os recursos hídricos da região.
Não houve nenhuma menção sobre se Cavaliere pretende finalizar o projeto do Corredor Azul.
Na cerimônia de homenagem aos policiais envolvidos na megaoperação do Alemão, as ausências dos secretários de Polícia Militar e Civil foram notadas, deixando uma má impressão.
O novo comandante da Polícia Militar, Sylvio Guerra, com uma carreira em batalhões diferentes, levanta questionamentos sobre possíveis interferências políticas de Douglas Ruas.
A possível influência de Ruas no processo pode indicar dificuldades para Marcelo de Menezes, ex-comandante e pré-candidato, que não conseguiu emplacar seu sucessor.
Por fim, Wilson Witzel encontrou um novo partido para lançar sua candidatura a governador, o Democratas.
