Os profissionais da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro estão realizando uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira (18). Eles estão protestando no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, exigindo a recomposição salarial prometida e não cumprida, bem como um reajuste para compensar as perdas recentes.
A mobilização teve início às 10h, com concentração no Largo do Machado, de onde os servidores seguirão em passeata até o palácio, com saída prevista para as 11h.
O não pagamento das duas últimas parcelas do acordo de recomposição salarial firmado em 2021 pelo governador Cláudio Castro com a Alerj é o foco principal das reivindicações. O acordo previa uma reposição de 26,5% referente às perdas inflacionárias entre 2017 e 2021, dividida em três parcelas. A primeira parcela de 13,5% foi paga em janeiro de 2022, mas as duas restantes, previstas para fevereiro de 2023 e fevereiro de 2024, ainda estão pendentes.
Além disso, os servidores relatam que não tiveram reajuste geral desde 2023, quando foi concedido um aumento de 5,35%, resultando em perdas salariais ao longo dos últimos anos.
Os manifestantes também estão reivindicando um reajuste salarial para compensar a inflação dos últimos três anos, a implementação do piso nacional do magistério e a criação de um piso para os funcionários administrativos da educação.
Apesar das cobranças, o governador Cláudio Castro tem afirmado que, pelo menos no curto prazo, não pretende conceder reajustes, citando um déficit estimado em cerca de R$ 19 bilhões no estado. Enquanto o governo alega uma crise fiscal, entidades representativas dos servidores contestam essa posição, apontando uma defasagem salarial acumulada de mais de 30% e destacando a importância da recomposição para evitar a perda de poder de compra e a precarização das condições de trabalho no serviço público.
