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Presidente da Comissão Europeia quer contribuir com 20 milhões de euros para Fundo Amazônia

Ursula von der Leyen reuniu-se com Lula no Palácio do Planalto. Brasil utiliza fundo para ações contra desmatamento
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Amanda Omura

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta segunda-feira (12), em Brasília, que o bloco deseja repassar 20 milhões de euros, cerca de R$ 100 milhões, ao Fundo Amazônia.

Von der Leyen deu a declaração ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após uma reunião no Palácio do Planalto.

O Fundo Amazônia é utilizado pelo Brasil usa para financiar ações de combate ao desmatamento com dinheiro de governos estrangeiros.

Criado há 15 anos, o Fundo Amazônia tem Noruega e Alemanha entre os principais doadores. O fundo foi paralisado em 2019 pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. Em novembro de 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a reativação do fundo em um prazo de 60 dias.

Após a eleição de Lula, a Noruega e a Alemanha anunciaram a retomada do financiamento. Estados Unidos e Reino Unido também anunciaram o desejo de destinar dinheiro para o mundo, movimento feito nesta segunda por Von der Leyen.

"Queremos contribuir com 20 milhões de euros para o Fundo Amazônia", disse a chefe da comissão, que lembrou o compromisso feito por Lula de zerar o desmatamento ilegal até 2030, uma meta bem-vista pela Europa.

Segundo Von der Leyen, a União Europeia também pode investir 2 bilhões de euros na produção de hidrogênio verde no Brasil.

"Estamos unindo forças contra a mudança climática", disse Von der Leyen.

Encontro
A viagem de von der Leyen ao país acontece três meses após a vice-presidente-executiva da Comissão Europeia, Margrethe Vestager, ter se reunido em Brasília com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Na ocasião, Vestager afirmou ser preciso adotar medidas para "acelerar" a conclusão do acordo comercial entre Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e União Europeia. O acordo é negociado desde 1999.

Vinte anos depois do início das conversas, em 2019, os blocos finalizaram as negociações comerciais e, um ano depois, os chamados aspectos políticos e de cooperação. Desde então, o acordo está em fase de revisão.

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