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Romeu Zema critica política econômica de Lula e faz trocadilho com medicamento em campanha presidencial

Romeu Zema critica economia de Lula com comparação a anabolizantes e propõe 'Tadalazema' como solução para Brasil
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Amanda Clark

Crítica à gestão econômica de Lula

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, utilizou uma estratégia retórica provocadora para criticar as políticas econômicas implementadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo de seus três mandatos no Palácio do Planalto. Durante entrevista concedida ao podcast "Inteligência Ltda" nesta sexta-feira, Zema comparou a gestão econômica petista aos efeitos colaterais do uso indiscriminado de anabolizantes.

Segundo o mineiro, Lula "anabolizou" a economia do país até torná-la "impotente", estabelecendo uma analogia com as consequências fisiológicas do uso descontrolado de substâncias anabolizantes. A declaração buscava evidenciar, de forma provocadora, como políticas que proporcionariam crescimento inicial resultariam em problemas estruturais posteriores na economia nacional.

Posicionamento político de Zema

Durante a entrevista, Zema reforçou sua posição crítica ao presidente petista, classificando-o como um "populista" e "demagogo". O pré-candidato argumentou que Lula teve todas as oportunidades necessárias para implementar reformas estruturais no Brasil, mas não aproveitou o período de seus mandatos anteriores para realizar as transformações necessárias.

A estratégia de comunicação de Zema inclui comparações diretas entre a gestão econômica federal e os problemas de saúde causados pelo uso descontrolado de anabolizantes. Ele mencionou especificamente problemas cardíacos, hepáticos, circulatórios, na tireoide e de disfunção sexual como metáforas para os impactos negativos das políticas econômicas que critica.

O trocadilho do "Tadalazema"

Ao ser questionado se Lula "deixou o Brasil impotente", Zema aproveitou para sugerir que poderia ser o "remédio" necessário para resolver o problema. O pré-candidato então realizou um trocadilho criativo com o nome do medicamento Tadalafila, utilizado para tratamento da disfunção erétil e hiperplasia prostática benigna em homens adultos.

A frase "Tadalazema. Tá vendo? Já temos um medicamento para o Brasil" se tornou viral nas redes sociais do político mineiro, demonstrando uma estratégia de comunicação que busca combinar crítica política com humor e leveza na abordagem de questões econômicas complexas.

Cenário da disputa presidencial

Romeu Zema deixou o governo de Minas Gerais em março deste ano, permitindo que o então vice-governador Mateus Simões, do PSD, assumisse o cargo. Essa transição foi necessária para que Zema pudesse se dedicar integralmente à sua pré-campanha presidencial.

Conforme a última pesquisa realizada pela Genial/Quaest em abril, Zema apareceu com 36% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Lula, que marcou 43%. Embora ainda exista distância entre os candidatos, representa a menor margem entre eles em comparação com sondagens anteriores. Em dezembro de 2025, a diferença era de 12 pontos percentuais, chegando a 15 em janeiro, mas começou a reduzir nas divulgações mensais seguintes.

Em um primeiro turno, contudo, a situação é mais desfavorável para Zema. O mineiro aparece apenas na quarta colocação com 6% das intenções de voto. Lula lidera com 37%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro com 32% e pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, que também marca 6%.

Estratégia de comunicação digital

Nas últimas semanas, Romeu Zema intensificou sua presença nas redes sociais através de uma série de vídeos contendo críticas diretas aos ministros do Supremo Tribunal Federal. A série, denominada "os intocáveis", utiliza tecnologia de inteligência artificial para criar sátiras contra os magistrados, com especial foco em Gilmar Mendes, representado como um fantoche.

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