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Senadores querem derrubar veto de Bolsonaro que impediu aumento da punição a militares

Projeto aprovado pelo Congresso que reformulou Lei previa pena 50% maior para militar que atentasse contra estado
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Amanda Omura

Após reunião de líderes nesta segunda-feira (9), senadores afirmaram que deve ser votado um veto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que impediu o aumento da punição a militares que atentam contra o Estado Democrático de Direito.

Em setembro de 2021, Bolsonaro vetou cinco pontos de um projeto aprovado pelo Congresso que revoga e reformula a Lei de Segurança Nacional.

Um dos trechos vetados previa o aumento em 50% do tempo de condenação de militares que cometessem crime contra o Estado de Direito.

Previa ainda que esses militares poderiam perder a patente ou de graduação.

A mobilização dos senadores ocorre após terroristas bolsonaristas invadirem o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional, no domingo (8).

Os golpistas radicais não aceitam o resultado das eleições e querem uma intervenção militar para tirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do poder.

A Polícia Militar e o governo do Distrito Federal, a quem cabem a segurança da Praça dos Três Poderes, em Brasília, vêm recebendo críticas pela atuação durante os atos de vandalismo.

Militares também vêm recebendo críticas por permitirem as manifestações de bolsonaristas em frente aos quarteis.

Um vídeo que circula nas redes mostra um grupo de policiais permitindo a passagem de bolsonaristas durante a invasão do Congresso.

Outro vídeo divulgado por bolsonaristas mostra um agente da polícia do Senado conversando com os terroristas dentro do plenário.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao Ministério Público Federal do DF a abertura de uma investigação para apurar as responsabilidades dos envolvidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal e a Advocacia Geral da União (AGU) pediu a prisão do Secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres.

Já o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), foi afastado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

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