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Entenda como a mamografia pode indicar risco de doença cardiovascular

Apesar de o câncer de mama ser a enfermidade que mais assusta o sexo feminino, são as doenças cardiovasculares que fazem mais vítimas no universo feminino
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Amanda Omura

A mamografia, um exame que faz parte da rotina de acompanhamento da saúde feminina, pode servir para detectar sinais de doença coronariana, e funcionar como alerta para as mulheres procurarem a ajuda de um especialista. De acordo com estudo publicado no dia 15 na revista científica “Circulation: Cardiovascular Imaging”, da Associação Americana do Coração, calcificações vasculares encontradas na mama estão vinculadas a um risco maior de doença cardiovascular para as que se encontram na pós-menopausa.

As calcificações se caracterizam pelo depósito de partículas de cálcio que se apresentam em formato sólido, em diferentes tamanhos e formas. Na mamografia, aparecem como linhas brancas e geralmente são benignas. Somente quando são irregulares, e de alta densidade, é que existe a possibilidade de haver nódulo ou tumor associado. A calcificação vascular da mama – um acúmulo de sais de cálcio na camada média da parede arterial presente na mama – também costuma ser benigna e aparece com frequência depois dos 40 anos. Entretanto, esse achado está relacionado a um risco 51% maior de desenvolver doença coronariana ou sofrer um acidente vascular cerebral, por se tratar de um marcador de aterosclerose, o enrijecimento das artérias, que leva a seu estreitamento.

Não se trata do primeiro estudo sobre o problema, mas as conclusões ratificam pesquisas anteriores e corroboram a necessidade de que as mulheres sejam acompanhadas por um cardiologista. Apesar de o câncer de mama ser a enfermidade que mais assusta o sexo feminino, são as doenças cardiovasculares que matam mais. Adotar um estilo de vida saudável é a melhor arma para a prevenção. Não custa nada lembrar:

Se você fuma, pare. Se não fuma, nunca comece. Fumantes têm o dobro de chance de sofrer um infarto.
Monte uma dieta com muitas verduras, frutas, grãos integrais e carnes magras. Fuja das gorduras saturadas e dos alimentos ultraprocessados.
Exercite-se pelo menos 30 minutos por dia. Se vier de um período longo de sedentarismo ou tiver alguma enfermidade, peça orientação ao seu médico sobre como começar.
Procure um médico se notar que seus batimentos cardíacos estão irregulares.
Mantenha as doenças crônicas sob controle: diabetes, hipertensão e altos níveis de colesterol aumentam o risco cardiovascular.
O sobrepeso obriga seu coração a trabalhar mais, fique de olho na balança.

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