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Resultados de Busca em Day: fevereiro 8, 2022

Cresce número de crianças com 6 e 7 anos que não sabem ler ou escrever

O número de alunos com 6 e 7 anos que ainda não sabem ler ou escrever cresceu 66% na pandemia, afirma nota técnica do Todos Pela Educação, divulgada nesta terça-feira, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE. De 2019 para 2021, esse contingente de crianças passou de 1,4 milhão para 2,4 milhões.Na pesquisa, os respondentes dos domicílios afirmam se suas crianças sabem ou não ler e escrever. Com base na resposta, são calculados o número e o percentual de crianças que, de acordo com seus responsáveis, estão ou não alfabetizadas.Em termos relativos, o percentual de crianças de 6 e 7 anos que, segundo seus responsáveis, não sabiam ler e escrever foi de 25,1% em 2019 para 40,8% em 2021. De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), uma criança deve acabar a alfabetização aos 7 anos.— A alfabetização é o alicerce de uma trajetória escolar de sucesso e quanto mais cedo, melhor. Um aluno que não consegue se alfabetizar bem tem a sua trajetória prejudicada pelo resto da vida — avalia Olavo Nogueira Filho, diretor executivo do Todos Pela Educação.A pesquisa reforçou ainda a diferença entre crianças brancas das pretas e pardas. Os percentuais de crianças pretas e pardas de 6 e 7 anos de idade que não sabiam ler e escrever passaram de 28,8% e 28,2% em 2019 para 47,4% e 44,5% em 2021, sendo que entre as crianças brancas o aumento foi de 20,3% para 35,1% no mesmo período.Também é possível visualizar uma diferença relevante entre as crianças residentes dos domicílios mais ricos e mais pobres do país.

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Na Suíça, homens paraplégicos conseguem andar com ajuda de dispositivo

Três pacientes paraplégicos conseguiram andar, pedalar e nadar graças a um implante que estimula eletricamente a medula espinhal, anunciaram pesquisadores europeus em um estudo publicado na última segunda-feira (7) na revista “Nature Medicine”.Controlado por um tablet com “touchscreen”, o dispositivo foi colocado nos pacientes por neurocirurgiões. Feito de 15 eletrodos que permitem a estimulação elétrica de várias partes da medula espinhal, o aparelho é resultado de 10 anos de estudo. “Neste estudo, descrevemos um novo arranjo de eletrodos, com eletrodos posicionados precisamente para ativar toda a região envolvendo o controle do movimento do tronco e das pernas”, explicou o autor sênior da pesquisa, Grégoire Courtine, da Escola Politécnica Federal de Lausanne.Os pacientes operados puderam dar seus primeiros passos na esteira de um laboratório quase que imediatamente após a cirurgia, embora o movimento não seja comparável a uma caminhada normal. “Não se deve imaginar um milagre imediato”, explicou Courtine em entrevista coletiva.O cientista esclareceu que, diferente de grupos anteriores – que aplicavam um campo elétrico bastante amplo, que ativava primariamente o dorso da medula espinhal –, o grupo dele colocou os eletrodos de forma mais lateral na medula. A intenção era acessar uma espécie de cabo que entra na medula espinhal.“Dessa forma, pudemos ser muito específicos nas diferentes regiões da medula espinhal que ativamos. Isso é o que traz especificidade na estimulação”, disse Courtine.“[É] uma tecnologia muito mais precisa, que nos permitiu visar indivíduos com a forma mais grave de lesão medular – lesão medular clinicamente completa, sem sensação, sem movimento. E, no entanto, com essa tecnologia, eles conseguiram dar passos independentes ao ar livre, fora do laboratório”, completou o pesquisador.

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