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2º dia de Enem 2023: é melhor ‘chutar’ ou deixar em branco? Onde fazer as contas?

Professores explicam que, por causa do método de correção (TRI), é importante garantir os acertos das perguntas mais fáceis
Amanda Omura

Amanda Omura

No primeiro domingo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, os candidatos tiveram de se organizar para redigir a redação e resolver questões de linguagens e ciências humanas. Nesta segunda etapa, em 12 de novembro, o desafio é outro: dar conta (perdão pelo trocadilho) das 90 perguntas de matemática, física, química e biologia, em apenas 5 horas.

Por quais questões começar?
No Enem, dois candidatos podem acertar exatamente o mesmo número de questões, mas tirar notas diferentes. Pode parecer estranho ou injusto, mas a explicação é o modelo de correção adotado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep): Teoria de Resposta ao Item (TRI).

A TRI beneficia quem realmente se preparou para o exame. Por exemplo: se alguém acerta as questões mais difíceis, mas erra aquelas consideradas fáceis, tirará uma nota menor do que o aluno que foi mais "coerente" e só errou as complexas. Ou seja, é basicamente um sistema que tenta detectar os "chutes".

Por isso mesmo, é importante garantir que as perguntas mais simples estejam corretas. Melhor, então, começar por elas, antes que o cansaço aumente.

Na 1ª leitura: resolva todas as questões que podem ser solucionadas rapidamente.
Na 2ª leitura: encare as questões que deixaram apenas uma dúvida pontual.
Na 3ª leitura: faça as mais longas ou sobre assuntos não tão comuns no Enem.

E se não souber responder? É melhor "chutar" ou deixar em branco?
Por mais que a TRI, como explicamos acima, atribua menos pontos ao candidato que "chuta" as respostas (em comparação ao que tem um desempenho "coerente"), nunca deixe o gabarito em branco, explica João Pitoscio Filho, coordenador pedagógico do Curso Etapa.

"É melhor arriscar um 'chute cego' do que deixar uma questão sem resposta", afirma.

Quando passar as respostas a limpo? Só no fim?
O coordenador do Etapa recomenda que os candidatos façam a prova por partes, intercalando com o preenchimento do gabarito.

"Uma dica é dividir por blocos, ou seja, fazer entre 10 e 15 questões, passar as respostas para o gabarito e depois 'atacar' outro bloco", afirma.+-

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