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Biden enfrenta pressão para expulsar Bolsonaro

Ataques de terroristas em Brasília tornam incômoda a presença de ex-presidente na Flórida, que conta com o silêncio de Trump
Amanda Omura

Amanda Omura

A pressão sobre o presidente americano Joe Biden para expulsar o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro dos EUA vem de seu próprio partido e não da oposição. Enquanto alguns congressistas democratas defenderam abertamente a sua deportação, depois que milhares de apoiadores atacaram as sedes do Congresso, da Presidência e do STF em Brasília, seus colegas republicanos providencialmente silenciaram.

Não fossem as imagens estarrecedoras da destruição, que pareciam um remake da invasão do Capitólio há dois anos, a estada de Bolsonaro na Flórida não chamaria a atenção dos americanos. Sua presença em Orlando, desde o penúltimo dia de mandato, era notada apenas por dezenas de conterrâneos, que se aglomeram na porta da casa onde está hospedado.

No último domingo, a situação mudou, e o ex-presidente brasileiro virou persona non grata nas redes sociais. “Os EUA não devem ser um refúgio para este autoritário, que inspirou o terrorismo doméstico no Brasil. Ele deveria ser mandado de volta ao Brasil”, vociferou o congressista democrata Joaquín Castro à CNN. O apelo encontrou eco entre as deputadas Alexandria Ocasio-Cortez e Ilham Omar, que pertencem à ala mais à esquerda do partido de Biden.

Internautas corroboraram, no Twitter, os pedidos de expulsão do ex-presidente brasileiro, que teria entrado nos EUA com o visto A-1, reservado aos chefes de Estado. Ali, Bolsonaro passou a ser retratado como fugitivo, incitador da violência e mentor da tentativa fracassada de golpe.

A chiadeira democrata contrastava com a mudez republicana, a começar pelo ex-presidente Donald Trump. Sempre ativo nas redes sociais, ele manteve o silêncio sobre o aliado brasileiro. Neste campo, apenas os congressistas Rick Scott e George Santos, que está encalacrado na Câmara por ter mentido sobre sua biografia, condenaram a violência em Brasília, mas sem fazer alusões ao ex-presidente.

Filho de brasileiros e eleito em novembro pelo estado de Nova York, Santos enfrenta pedidos de renúncia por ter enfeitado o currículo com invenções. Além disso, está sob investigação sobre a origem de seus recursos.

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