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Calor na Europa já matou mais de mil pessoas

Com prévia de 40,2°C, Reino Unido bate recorde na história do país em meio a onda de calor. Temperatura era prevista para 2050
Amanda Omura

Amanda Omura

Desde o início da onda de calor que atinge a Europa no verão do continente em 2022, mais de 1000 pessoas já morreram em decorrência das altas temperaturas, segundo órgãos de saúde da Espanha e de Portugal.
Na França, incêndios queimaram parte das florestas do sul do país, e dezenas de pessoas tiveram que deixar suas casa.

Mas os países mais atingidos pelo calor até agora são Portugal e Espanha. Ambos os países sofrem com incêndios florestais em diferentes pontos de seus territórios.

Reino Unido bate recorde
O Reino Unido chegou nesta terça-feira (19) à maior temperatura da sua história, em meio a uma das piores ondas de calor na Europa na última década que especialistas associam ao aquecimento global. Os termômetros nos arredores do aeroporto de Heathrow, em Londres, marcaram 40,2°C.
O serviço nacional de meteorologia do país, o Met Office, confirmou que a temperatura é a maior desde que o início das medições no Reino Unido. O chefe de ciência e tecnologia do Met Office, Stephen Belcher, associou o recorde ao aquecimento global e afirmou que, em outro caso, seria virtualmente impossível que o país chegasse a 40ºC.
"Para mim, (o recorde) é um lembrete real de que o clima mudou e vai continuar a mudar. Pesquisas do Serviço de Meteorologia mostram que, em tempos normais, seria virtualmente impossível que o Reino Unido alcançasse a temperatura de 40ºC", declarou.
Por causa das altas temperaturas, incêndios começaram a ser registrados em Londres, atingindo rodovias e áreas residenciais, e o prefeito, Sadiq Kahn, afirmou que há diversos focos de incêndio nos arredores da capital britânica.

Como ao longo do dia as temperaturas ainda devem subir, o recorde está sendo considerado temporário. Mais cedo, as temperaturas já haviam atingido a maior temperatura até então registrada na história do país, de 39,1ºC na cidade de Charlwood, no sul.
A onda de calor que tem atingido a Europa nos últimos dias está seguindo para o norte do continente, uma região tipicamente mais fria, e onde o ar-condicionado é um item raro, além de os prédios serem construídos para reter o calor.

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