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Calote da dívida dos EUA causaria caos mundial

Em troca de apoio para aumentar o teto da dívida, os republicanos estão exigindo cortes orçamentários na ordem de US$ 4,5 trilhões
Amanda Omura

Amanda Omura

O governo dos EUA está atualmente envolvido em uma disputa que pode se tornar uma das mais caras da história.

Se democratas e republicanos não concordarem em permitir que o governo dos EUA tome mais empréstimos — ou, para usar o jargão das finanças públicas, aumente o teto da dívida —, a maior economia do mundo deixará de pagar sua dívida de US$ 31,4 trilhões.

Eles precisam chegar a um acordo até 1º de junho — data conhecida como "dia X".

Em troca de apoio para aumentar o teto da dívida, os republicanos estão exigindo cortes orçamentários na ordem de US$ 4,5 trilhões, o que frustaria várias prioridades da agenda do presidente Joe Biden.

A economia
Em primeiro lugar, é preciso estabelecer algo: todos os especialistas com quem a BBC conversou acham que os EUA não vão dar calote em sua dívida.

No entanto, se isso acontecesse, "a crise financeira global [de 2008] pareceria apenas uma pequena festinha" em comparação, diz Simon French, economista-chefe do banco de investimentos Panmure Gordon.

Se os EUA não elevarem o teto de sua dívida, não poderão tomar mais dinheiro emprestado — e rapidamente ficarão sem verba para pagar suas obrigações.

"O governo pararia de distribuir pagamentos de benefícios sociais e apoio às pessoas, o que afetaria a capacidade delas de consumir e pagar suas contas", diz Russ Mould, diretor de investimentos da AJ Bell. "Portanto, isso afetaria a economia."

O Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca estima que, se o governo não chegar a um acordo sobre o teto da dívida por um período prolongado, a economia americana poderá encolher até 6,1%.

O economista Mohamed El-Erian, presidente do Queens' College da Universidade de Cambridge, diz que um calote "provavelmente levaria os EUA à recessão".

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