Voltar ao Início

Você está em:

Caminhões esperam na fronteira para levar ajuda

Veículos carregados com alimentos, combustíveis, medicamentos e ajuda em geral estão há mais de uma semana aguardando
Amanda Omura

Amanda Omura

Cerca de 20 caminhões carregados com alimentos, água e suprimentos médicos poderão ser autorizados a entrar na Faixa de Gaza nos próximos dias.

A ajuda será entregue pela fronteira do Egito com Gaza após uma negociação entre o presidente norte-americano Joe Biden e o líder egípcio Abdul Fattah al-Sisi.

Israel cortou a eletricidade, a maior parte da água e interrompeu o fornecimento de alimentos e medicamentos a Gaza após um ataque feito pelo Hamas no dia 7 de outubro.

Desde então, os cerca de 2,2 milhões de moradores da Faixa de Gaza têm vivido um repentino desabastecimento de suprimentos básicos. Mas as principais organizações humanitárias alertam que essa ajuda será apenas uma gota no oceano.

Ao mesmo tempo, o governo israelense tem dado sinais de que suas forças estão preparadas para invadir Gaza por terra com o objetivo de eliminar de uma vez por todas o grupo extremista.

“A ONU informou que são necessários pelo menos 100 caminhões de assistência humanitária para apoiar os milhões de civis que vivem em Gaza”, disse Shaina Low, do Conselho Norueguês para os Refugiados, à BBC.

Philippe Lazzarini, comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), disse à BBC que, antes da guerra, cerca de 500 caminhões entravam por dia em Gaza carregados com ajuda humanitária, combustível e outros produtos.

Juliette Touma, porta-voz do órgão da ONU na Jordânia, disse à BBC que, mesmo antes do início da guerra, 1,2 milhão de pessoas dependiam da ajuda alimentar da UNRWA.
"A pobreza é muito, muito elevada na Faixa de Gaza. Mesmo antes da guerra a situação já era desesperadora. Agora, está se tornando trágica", disse.

O acordo para permitir a entrada de uma quantidade limitada de ajuda através da passagem de Rafah, no Egito, foi negociado por Biden e Al-Sisi na quarta-feira (18/10) após uma breve visita do presidente norte-americano a Israel.

Posts Relacionados

Terremoto de 4,8 de magnitude atinge Nova York

Terremoto de 4,8 de magnitude atinge Nova York

A profundidade do terremoto, de acordo com a USGS, foi de 5 quilômetros abaixo da superfície -- uma profundidade considerada baixa

Blinken diz que Ucrânia vai ser membro da Otan

Blinken diz que Ucrânia vai ser membro da Otan

Ele também afirmou que apoiar a Ucrânia é importante porque os russos estão recebendo ajuda para aumentar sua indústria de defesa

Pressionado, Netanyahu endurece o discurso

Pressionado, Netanyahu endurece o discurso

O primeiro-ministro de Israel é pressionado pela antecipação de eleições gerais e pela crise deflagrada em sua coligação extremista

Ataque destrói consulado iraniano na Síria

Ataque destrói consulado iraniano na Síria

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que sete de seus membros, entre eles três comandantes, morreram no bombardeio

Na Faixa de Gaza, 12 pessoas morrem afogadas

Na Faixa de Gaza, 12 pessoas morrem afogadas

Os Estados Unidos optaram por jogar caixas de aviões porque há dificuldades para entrar com caminhões na Faixa de Gaza

Rússia e China vetam proposta dos EUA de cessar-fogo

Rússia e China vetam proposta dos EUA de cessar-fogo

Ao justificar seu voto, o embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, acusou os Estados Unidos de falsas promessas

Regime cubano tenta aplacar a ira da população

Regime cubano tenta aplacar a ira da população

As manifestações populares foram contidas pela repressão policial, em sincronia com o bloqueio imediato do serviço de internet

O que esperar do triunfo eleitoral de Putin?

O que esperar do triunfo eleitoral de Putin?

Presidente russo usará reeleição com supostos 87,2% dos votos como demonstração da unidade nacional para prolongar guerra

pt_BRPortuguese