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Resultados de Busca em Category: Internacional

Acaba mandato de Zelensky, mas continua presidente

Terminou oficialmente na segunda-feira (20) o mandato do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Apesar disso, ele seguirá como chefe do Executivo do país. Em guerra com a Rússia desde fevereiro de 2022, o país vive desde então sob efeito de Lei Marcial, que inviabiliza a realização de eleições no país. O pleito, que estava marcado para acontecer no dia 31 de março, já havia sido cancelado muito antes, em novembro do ano passado. No último dia 6 novembro de 2023, Zelensky divulgou uma mensagem não qual disse que não que é a hora para eleições. No final de fevereiro, ele afirmou que qualquer conversa que questionasse sua legitimidade era uma “narrativa hostil”. Além da Lei Marcial, o presidente e especialistas argumentam que seria impossível realizar eleições plenas na Ucrânia devido às condições do país, invadido pelos russos, e de sua população — muitos tiveram que fugir de suas casas e até do país. Além disso, os soldados não estariam em condições de votar. O texto da Constituição não é totalmente claro sobre esse ponto. Em um dos artigos, por exemplo, se diz que o mandato é de 5 anos. Mas, de acordo com a revista “The Economist”, os especialistas constitucionalistas no país afirmam que a lei marcial prevê uma exceção, que está no artigo 108 da Carta, que afirma que o presidente exerce o poder até que o sucessor seja empossado —só que eleições são proibidas durante o período de Lei Marcial. Especialistas jurídicos ucranianos consultados pela agência de notícias Deutsche Welle disseram esperar que Zelensky permaneça no poder até que um novo presidente seja eleito. “A Constituição ucraniana deixa isso claro. O presidente não perde automaticamente seus poderes 5 anos após a posse. Esses poderes são removidos apenas quando o novo presidente eleito assume o cargo, ou seja, após as eleições”, disse Andriy Mahera, do Centro de Política e Reforma Legal em Kiev. Segundo DW, a legitimidade do mandato de Zelensky após o dia 20 de maio deriva não apenas da lei, mas também do amplo apoio popular. Uma pesquisa realizada pelo Centro Razumkov da Ucrânia em janeiro revelou que 69% dos entrevistados confiam em Zelensky. Menos de um quarto disse que não confia no presidente.

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Putin nega planos de invadir Kharkiv, na Ucrânia

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira (17) que invadir e conquistar Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia e onde suas tropas têm avançado nas últimas semanas, não está nos planos de seu governo. Nos últimos dias, forças russas avançaram nas linhas de frente ao redor de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, e Kiev admitiu ter tido de recuar. O avanço faz parte de uma nova ofensiva russa, que conseguiu romper com a paralisia que marcou a guerra na Ucrânia no último ano e conquistar mais território no país vizinho. O plano da Rússia na região é criar uma espécie de “zona tampão”, disse Putin, durante visita que faz esta semana na China em busca de mais apoio político e militar. A fala acontece em meio a pressões internacionais para que Putin volte a negociar um cessar-fogo, ideia que chegou a ser considerada em 2022, quando suas tropas invadiram a Ucrânia, mas ficou parada nas mesas de negociações naquele mesmo ano.O líder russo disse que discutiu com o presidente chinês, Xi Jinping, uma proposta feita pelo presidente francês, Emmanuel Macron, de uma trégua durante as Olimpíadas de 2024, que acontecerão na França em julho. A visita de Putin à China acontece dias depois de o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinkin, também viajar a Pequim e pedir a Xi Jinping que pressionasse o aliado russo por uma trégua. Durante a visita a Pequim, ele disse também ter conversado sobre paz com Xi Jinping, um dos seus únicos aliados atuais e o mais forte deles. No entanto, o líder russo culpou a Ucrânia pela ofensiva em Kharkiv e voltou a acusar o presidente do país, Volodymyr Zelensky, de ter sido quem emperrou as negociações de paz. “Sobre o que está ocorrendo na direção de Kharkiv, isso também é culpa deles (Ucrânia), porque eles bombardearam e continuam, infelizmente, a bombardear bairros residências na área, incluindo Belgorod (cidade russa perto da fronteira com a Ucrânia)”, acusou Putin.

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Primeiro-ministro da Eslováquia é baleado na rua

O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, foi baleado nesta quarta-feira (15) em um atentado na cidade Handlová, a 190 km da capital, Bratislava. Ele está internado em estado crítico, correndo risco de vida, segundo o ministro do Interior eslovaco. Fico havia saído de uma reunião de governo na cidade quando foi alvejado por um homem de 71 anos que disparou cinco tiros, segundo o ministro do Interior, Matúš Šutaj-Eštok. Ele foi levado de helicóptero a um hospital em Bratislava. Em coletiva no hospital, o ministro da Defesa eslovaco, Robert Kalinak, disse que os médicos estão lutando pela vida do primeiro-ministro. O ministro do Trabalho, Erik Tomáš disse a uma TV local que Fico ainda está sendo operado. Segundo o ministro, será uma operação longa, porque o agressor atingiu vários órgãos do premiê. Fico foi atingido quando, ao sair da reunião, foi cumprimentar um pequeno grupo de pessoas que esperava por ele na rua. Um homem que estava no grupo sacou então uma arma e fez os disparos. Segundo o governo, o premiê foi atingido no abdômen e no braço. Segundo a imprensa local, paramédicos disseram que Fico estava consciente durante o trajeto de helicóptero.Seguranças do premiê que o acompanhavam prenderam o autor dos disparos. O vídeo do ataque mostra o premiê se aproximando de um carro cambaleando, sendo apoiado por outros homens que estavam em volta dele. Nas imagens, os homens o ajudam a entrar no carro. Segundo informações do site de notícias eslovaco Aktuality, poucas pessoas esperavam Fico do lado de fora do local onde a reunião havia ocorrido. Nenhum deles vaiava ou gritava palavras de ordem contra o governo. Apenas o autor dos tiros, um idoso de outra cidade, tinha um cartaz em mãos e parece protestar contra o premiê. Segundo a imprensa eslovaca, o atirador era um ex-segurança de um shopping center de 71 anos e membro da Sociedade Eslovaca de Escritores. O Aktuality também disse que o idoso já fez publicações contra imigrantes e pró-Rússia nas redes sociais.

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