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Como foi descoberta fórmula de leite que salva bebês desde 1860

A prolongada escassez nos EUA chamou a atenção para um alimento que costuma ficar de fora das manchetes: leite de fórmula
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Amanda Omura

O leite de fórmula (ou fórmula infantil) para bebês vem aparecendo nas manchetes da imprensa norte-americana nos últimos tempos. O fechamento de uma das maiores fábricas do país por contaminação ocasionou uma séria escassez do produto.

Enquanto a Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) procura novos fornecedores do produto no exterior, traz de avião importações de emergência e tenta ajudar a fábrica a retomar a produção, os pais enfrentam dificuldades para conseguir o insumo de que precisam para alimentar os seus bebês.

A situação é surpreendente. Por um lado, ela levanta questões sobre os motivos pelos quais um produto essencial como o leite de fórmula é tão sujeito aos contratempos de um único fabricante. Por outro, muitas pessoas ficaram curiosas para saber como os pais faziam no passado, antes que grandes companhias fabricassem o produto que se tornou parte fundamental de tantas vidas.

A evolução da fórmula
A fórmula de Liebig, inventada pelo químico alemão Justus von Liebig, continha leite de vaca, farinha de malte, farinha de trigo e bicarbonato de potássio. Cerca de 20 anos depois, em 1883, havia 27 leites de fórmula no mercado.
Uma análise inicial concluiu que o leite de vaca continha mais proteínas e menos carboidratos que o leite humano, de forma que muitas formulações tentavam diluir o leite de vaca em água e ajustar suas propriedades nutricionais para que fosse mais similar ao leite materno humano.

Mas muitas pessoas produziam suas próprias fórmulas em casa. De fato, no início do século 20, os médicos eram ensinados a misturar uma fórmula usando leite, água e açúcar, calculando 123 g de leite, 6,5 g de açúcar e 185 g de água por kg de peso do corpo do bebê por dia.

Da mesma forma, estudos concluíram que o leite em fórmula evaporado, baseado na fenomenal descoberta de aquecer o leite até temperaturas muito altas para concentrá-lo e quebrar as proteínas, era uma forma razoável de alimentar os bebês.

Atualmente, a falta de leite em fórmula fez com que pais desesperados nos Estados Unidos procurassem receitas antigas para produzir sua própria fórmula, mas os especialistas recomendam veementemente não fazer isso, pois os substitutos domésticos podem ser perigosos e resultar em desnutrição ou infecções que podem levar à morte dos bebês.
O equilíbrio entre carboidratos e proteínas estava longe de ser a única diferença entre o leite materno e as primeiras versões do leite de fórmula. Pouco a pouco, ao longo do último século, nutricionistas, médicos e pesquisadores ajustaram, alteraram e fizeram experiências com a composição das fórmulas patenteadas, como os tipos que as pessoas usam atualmente, em busca de formas de torná-las mais parecidas com o leite materno.

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