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Conselho aprova indicação de Jean Paul Prates para comando da Petrobras

O novo presidente da petroleira é: advogado, economista, ambientalista, empreendedor e dirigente sindical
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Amanda Omura

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, por unanimidade, nesta quinta-feira (26) o nome do senador Jean Paul Prates (PT-RN) para a presidência da estatal.

O senador foi indicado pelo presidente Lula para assumir a petroleira, depois que o seu antecessor, Caio Paes de Andrade, indicado por Bolsonaro, renunciou e foi substituído provisoriamente por um diretor.

Com a aprovação do Conselho de Administração, Prates assume a presidência da Petrobras de maneira interina. Isso acontece porque o nome dele ainda precisa ser aprovado por uma Assembleia de Acionistas, o que deve acontecer perto de abril.

Também nesta quinta (26), Prates renunciou ao mandato de senador, o que abriu caminho para que ele assuma o comando da petroleira.

Depois da oficialização do senador Jean Paul Prates no comando da Petrobras, o governo Lula vai providenciar a mudança do Conselho de Administração, hoje de orientação bolsonarista, para alterar a estratégia da empresa.

O objetivo é ter maioria no conselho para alterar também a composição da diretoria da empresa e implementar uma nova estratégia da política de preços da estatal que garanta lucratividade a ela e, ao mesmo tempo, incentivar a indústria brasileira.

O empresariado teme uma intervenção que possa gerar prejuízos para a empresa e para o mercado de óleo e gás no país. Jean Paul Prates tem garantido que não haverá qualquer tipo de intervenção do governo federal na administração da empresa.

Quem é Jean Paul Prates
O novo presidente da petroleira é: advogado, economista, ambientalista, empreendedor e dirigente sindical, segundo a sua própria biografia.

No fim de dezembro, em entrevista após reunião com Lula em Brasília, Prates defendeu mudança na política adotada pela Petrobras para a definição dos preços dos combustíveis.
"[A Petrobras] é uma empresa de longo prazo. Uma empresa de longo prazo não pode só ficar tirando pré-sal do fundo do mar e distribuindo dividendos, ela precisa pensar em coisas que todas as outras empresas de petróleo estão pensando", afirmou no início do mês.

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