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Divisão entre alas da campanha de Bolsonaro se agrava a poucos dias do segundo turno

A imagem que foi passada, segundo uma ala, é a de que Bolsonaro buscava proteger seu aliado, e não os policiais
Amanda Omura

Amanda Omura

As disputas entre alas do comitê da reeleição do presidente Jair Bolsonaro se acentuaram e ficaram mais graves nesta reta final da campanha, expondo de novo a divisão de grupos que sempre existiu desde o início da campanha.

Os últimos episódios envolvendo Bolsonaro e seus aliados dividiram ainda mais os dois grupos, exatamente num momento, segundo aliados do presidente, em que era preciso união para tentar ganhar a eleição.

O grupo se dividiu, por exemplo, no enfrentamento do caso Roberto Jefferson. Enquanto a ala mais radical defendia uma posição de Bolsonaro a favor do ex-presidente do PTB, o grupo político e moderado do comitê criticou a decisão do presidente de enviar o ministro da Justiça, Anderson Torres, para negociar uma solução para a crise.

A imagem que foi passada, segundo uma ala do comitê, é a de que Bolsonaro buscava proteger seu aliado, e não os policiais federais feridos por Roberto Jefferson.

No final do domingo (23), a estratégia, depois de receber muitas críticas, foi alterada. O ministro Anderson Torres ficou em Juiz de Fora (MG) e não foi para a cidade do Rio onde Roberto Jefferson havia disparado contra agentes federais e resistia a se render. E o presidente, no final do dia, divulgou um vídeo chamando o aliado de “bandido” e “criminoso”.

O comitê também se dividiu na operação lançada pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o coordenador de comunicação da campanha, Fábio Wajngarten. Os dois convocaram uma entrevista, em tom de urgência para segunda-feira (24), quando prometeram uma denúncia grave. À frente do Palácio da Alvorada, à noite, eles acusaram rádios de beneficiarem Lula, aumentando as inserções comerciais do petista e diminuindo as de Bolsonaro.

A avaliação dentro do comitê foi de que os dois Fábios agiram de forma atabalhoada, apresentando uma denúncia frágil, sem as provas necessárias, e acabaram sendo alvo de um despacho do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, no qual o ministro disse que a campanha de Bolsonaro não apresentou “documento sério” comprovando a acusação.

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