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Donald Trump defende extinção da Constituição

Em rede social, ex-presidente novamente afirmou, sem provas, que houve fraude na eleição de 2020, na qual perdeu para Joe Biden
Amanda Omura

Amanda Omura

A classe política americana condenou veementemente, neste domingo (4), uma mensagem na qual o ex-presidente Donald Trump pediu que regras da Constituição dos Estados Unidos sejam abandonadas. Mais uma vez sem provas, ele voltou a questionar os resultados das eleições presidenciais de 2020, vencidas por Joe Biden.

Reiterando suas alegações infundadas, Trump afirmou neste sábado (3) em sua rede social, a Truth Social, que uma "fraude desse tipo e magnitude permite a extinção de todas as regras, regulamentos e artigos, incluindo os da Constituição".
A Casa Branca imediatamente condenou os comentários.

"A Constituição americana é um documento sacrossanto que garante há 200 anos que a liberdade e o Estado de Direito prevalecerão em nosso belo país", disse neste sábado (3) o porta-voz do Executivo, Andrew Bates, em comunicado.

"Atacar a Constituição e tudo o que ela representa é um anátema [uma maldição] para a alma de nosso país e deve ser condenado", acrescentou. "Não se pode amar os Estados Unidos apenas quando se ganha."

Neste domingo (4), congressistas de ambos os partidos do país, o Democrata e o Republicano, se disseram ofendidos com o comentário do ex-presidente, que recentemente anunciou que concorreria às eleições presidenciais de 2024.

"Na semana passada ele jantou com antissemitas. Agora, ele pede o fim da democracia constitucional nos Estados Unidos", tuitou o líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, em referência ao jantar na residência de Donald Trump na Flórida do qual participou Nick Fuentes, um supremacista branco e proeminente negacionista.

Trump "está fora de controle e é um perigo para nossa democracia", acrescentou Schumer. "Todos devem condenar este ataque à nossa democracia."

Questionado sobre as palavras de Trump na Fox News, o ex-vice-presidente Mike Pence, que se distanciou do magnata desde o ataque ao Capitólio, em Washington, em 6 de janeiro de 2021, se absteve de condená-las.

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