Você está em:

Privatização dos Correios pode levar poder público a arrecadar mais R$ 4 bi por ano, diz secretário

De acordo com o projeto, os Correios serão chamados de "Correios do Brasil", após a privatização
Picture of Amanda Omura

Amanda Omura

O secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, informou nesta quinta-feira (24) que a privatização dos Correios poderá levar o poder público a arrecadar mais R$ 4,4 bilhões por ano.

Mac Cord apresentou a estimativa ao participar de uma audiência pública sobre o tema no Ministério das Comunicações. O montante apresentado pelo secretário envolve a arrecadação da União e de estados e municípios.

O projeto de lei que permite a privatização dos Correios foi enviado pelo governo ao Congresso no ano passado. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas ainda não passou no Senado e não há previsão de votação porque há resistência por parte dos senadores.

A aprovação do projeto pelo Congresso é requisito para que a privatização aconteça.

Durante a audiência pública desta quinta-feira, o secretário do Ministério da Economia explicou que os Correios têm imunidade tributária, isto é, não pagam a maioria dos impostos que as demais empresas pagam.

Extinção da imunidade tributária
Os Correios pagam os impostos federais PIS/Cofins e a CSLL, e a imunidade tributária foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que a isenção seria uma forma de compensar os custos da universalização do serviço postal (entrega de cartas, telegramas, etc.), deficitários em parte dos municípios brasileiros.

Caso os Correios sejam privatizados, a imunidade tributária será extinta. Com isso, a empresa que assumir os Correios terá que pagar todos os impostos federais, estaduais e municipais sobre a receita, serviços e propriedades, o que pode gerar a arrecadação de até R$ 4,4 bilhões, segundo Mac Cord.

"Os Correios gozam de benefício tributário que não é percebido por nenhum concorrente. A partir do momento que cos Correios forem privatizados, imediatamente se começa a cobrar um imposto que hoje ele não paga, o que representa acréscimo de mais de 4 bilhões de reais na arrecadação para os cofres públicos", afirmou o secretário Diogo Mac Cord.

"Não só pro governo federal, na verdade a menor parcela é pro governo federal, a gente fala aqui em impostos para estados e municípios que imediatamente poderão ser revertidos em saúde e educação", completou.

A estimativa é uma média feita para o primeiro ano de arrecadação dos Correios privatizados.
O que diz o projeto da privatização
Em linhas gerais, o projeto abre caminho para a venda ao criar um marco legal para o setor postal e permitir a concessão deste serviço pela iniciativa privada. O prazo será de 40 anos. A concessão é necessária porque a prestação desse serviço é hoje um dever e monopólio da União, previsto na Constituição Federal.

A Constituição também prevê a universalização dos serviços postais, ou seja, a obrigação de entregar cartas a todo o país.

Já o modelo escolhido pelo governo para a privatização foi a venda de 100% da estatal. O governo chegou a cogitar dividir a empresa por regiões e tipos de serviço, mas desistiu, diante da inviabilidade econômica. Também desistiu de abrir capital e de manter participação na empresa privatizada.

Posts Relacionados

Dinheiro esquecido nos bancos banca o Desenrola de Lula e continua em disputa no TCU

Dinheiro esquecido nos bancos banca o Desenrola de Lula e continua em disputa no TCU

Banco Central diz que ainda há R$ 5,64 bilhões para resgate; parte do que ninguém foi buscar virou garantia do programa de renegociação de dívidas

Grupo de economistas entrega a presidenciáveis proposta que leva a aposentadoria para 67 anos

Grupo de economistas entrega a presidenciáveis proposta que leva a aposentadoria para 67 anos

Texto já redigido em formato de PEC prevê idade única para homens e mulheres e desvia metade das contribuições para contas de capitalização administradas por

Enquanto o caso Master avança no STF, 1,6 milhão de credores ainda acertam contas; veja o que dá para fazer

Enquanto o caso Master avança no STF, 1,6 milhão de credores ainda acertam contas; veja o que dá para fazer

Reembolso do FGC tem prazo até 2030, quem tinha mais de R$ 250 mil entra na fila da massa liquidanda e aposentados com consignado irregular

INSS libera consignado sem biometria facial para quem não tem cadastro biométrico no governo

INSS libera consignado sem biometria facial para quem não tem cadastro biométrico no governo

Nova instrução normativa cria uma segunda porta de entrada pelo Meu INSS, três meses depois de o reconhecimento facial ter virado obrigatório para conter fraudes

Idosos de baixa renda podem comprar passagem com desconto a qualquer hora, decide Justiça Federal

Idosos de baixa renda podem comprar passagem com desconto a qualquer hora, decide Justiça Federal

Decisão do MPF derruba os prazos de até 12 horas de antecedência que as empresas de ônibus exigiam; regra das duas vagas gratuitas por veículo

PF prende 25 e mira R$ 86 milhões em fraudes contra o INSS em Minas e no Espírito Santo

PF prende 25 e mira R$ 86 milhões em fraudes contra o INSS em Minas e no Espírito Santo

Operação Leste do Espinhaço investiga um grupo que teria criado beneficiários que nunca existiram para sacar benefícios de amparo ao idoso de baixa renda.

Dólar fecha em alta a R$ 5,15: Ibovespa retoma ganhos com Vale e otimismo externo

Dólar fecha em alta a R$ 5,15: Ibovespa retoma ganhos com Vale e otimismo externo

Dólar fecha em alta a R$ 5,15 enquanto Ibovespa retoma ganhos. Vale impulsiona bolsa e petróleo recua para US$ 92.

SecPower inaugura produção de baterias LFP em Cambuí e revoluciona armazenamento de energia no Brasil

SecPower inaugura produção de baterias LFP em Cambuí e revoluciona armazenamento de energia no Brasil

SecPower inicia produção de baterias LFP em Cambuí com capacidade de 396 MWh/ano. Conheça a estratégia de verticalização e impacto no mercado de energia.

pt_BRPortuguese