Operação Cátaros investiga ligações com crime organizado
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou, na manhã de quinta-feira, a Operação Cátaros, uma ação de grande envergadura contra suspeitos de manutenção de ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC) na região de Cotia, localizada na Grande São Paulo. A operação representou um esforço significativo das autoridades, com o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão além de dois mandados de prisão, abrangendo cinco municípios distribuídos entre São Paulo e Santa Catarina.
Candidato a deputado entre os alvos da investigação
Entre os principais investigados está Emerson Rocha, conhecido popularmente como Felipinho, filiado ao partido Podemos e candidato a deputado estadual. Rocha já se encontrava preso no momento da operação e possui histórico criminal relevante, incluindo uma investigação anterior relacionada a homicídio. Os promotores responsáveis pela ação apontam que o candidato seria responsável por coordenar um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao crime organizado, envolvendo diversos investigados adicionais na operação.
A Justiça também expediu um mandado de prisão contra a esposa do candidato, que encontra-se em localização internacional, fora do alcance das autoridades brasileiras no momento.
Vereadores de Cotia sob investigação
A operação também direcionou seus esforços contra três vereadores da Câmara Municipal de Cotia, que receberam mandados de busca e apreensão. Os parlamentares investigados são:
Eduardo Nascimento, vinculado ao PSB; Sergio Luiz de Freitas, conhecido como Serginho Luiz, também do PSB; e Yago Bezerra Neres, filiado ao União Brasil.
Conforme indicam os autos da investigação, estes três vereadores mantêm alguma forma de vínculo com Emerson Rocha, objeto de investigação aprofundada. A Câmara Municipal de Cotia foi incluída entre os locais submetidos a vasculhamento pela polícia. As defesas dos parlamentares foram procuradas para comentar sobre as acusações, permanecendo aberto o direito de resposta.
Amplitude da operação e recursos empregados
A Operação Cátaros demonstrou a magnitude do trabalho investigativo realizado pelas autoridades. Além dos mandados de prisão e busca, a operação cumpriu mandados para apreensão de veículos e outros bens em 21 endereços distintos. Os locais alvejados distribuem-se por Cotia, São Paulo, Jandira e São Lourenço da Serra, todos na Grande São Paulo, além de Balneário Camboriú no estado de Santa Catarina.
A ação contou com apoio integral das polícias Militar e Civil, mobilizando um efetivo expressivo de 96 policiais militares do 5º BAEP (Batalhão de Ações Especiais da Polícia) e 80 policiais civis, demonstrando a prioridade dada pelas autoridades à investigação.
Investigações sobre ligações com o PCC
O MP-SP concentra seus esforços em apurar a possível conexão entre os investigados e membros do Primeiro Comando da Capital. As circunstâncias específicas e o papel individual de cada investigado na alegada relação com a facção criminosa ainda estão sob análise das autoridades competentes, com novas revelações esperadas conforme o andamento da investigação processual.
