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Brasil gera 241,8 mil empregos em fevereiro; número é 31,6% menor do que o do mesmo mês de 2022

No mesmo mês do ano passado, foram criados 353,29 mil vagas com carteira assinada
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Amanda Omura

O Brasil gerou 241,78 mil empregos com carteira assinada em fevereiro deste ano, informou nesta quarta-feira (29) o Ministério do Trabalho e Emprego.

O resultado representa piora em relação a fevereiro do ano passado, quando foram criados 353,29 mil empregos formais. A queda, nesta comparação, foi de 31,6%.

Ao todo, segundo o governo federal, em fevereiro deste ano foram registradas:
1,94 milhão de contratações;
1,70 milhão de demissões.

Esse também foi o pior resultado, para meses de fevereiro, desde 2020 – quando foram abertas 217,26 mil empregos formais.

No mesmo mês de 2021, foram abertas 397,68 mil empregos com carteira assinada.

A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia.

Juro alto 'sacrifica' empregos, diz ministro
Para o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o grande problema da economia, atualmente, é o que ele classificou como uma “insanidade monetária” por parte do Banco Central.

Essas são novas críticas do governo ao Banco Central, que tem mantido o juro básico da economia em 13,75% ao ano, o mais alto em mais de seis anos, para conter pressões inflacionárias.

O patamar dos juros brasileiros, que em termos reais (descontada a inflação estimada para os doze meses seguintes) é o maior do mundo, tem sido criticado reiteradamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes do governo.

O BC, uma instituição autônoma, é comandado por Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o ministro Marinho, não faz “absolutamente nenhum sentido” a manutenção do juro no atual patamar. "Sacrifica a indústria, o comércio, a geração de empregos e a retomada da economia", declarou.

Ele avaliou que não se controla a inflação apenas pela manutenção do juro básico em patamar elevado, mas também por meio da alta dos investimentos (que eleva a oferta de produtos).

"Se tem mais produção, controla os preços nas gôndolas [dos supermercados]. As coisas nãos são somente: ‘as pessoas têm mais dinheiro no bolso, vai gerar inflação", disse.

Primeiro bimestre
De acordo com o Ministério do Trabalho, 326,35 mil de vagas formais de emprego foram criadas no país no primeiro bimestre deste ano.

O número representa recuo de 37,3% na comparação com o mesmo período de 2021, quando foram criadas 520,54 mil vagas.

Ao final de fevereiro de 2022, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 42,77 milhões de empregos com carteira assinada.

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