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CEO da Bolloré rejeita oferta de Bill Ackman pela Universal Music Group por subavaliação

CEO da Bolloré rejeita oferta de Bill Ackman pela Universal Music Group, chamando-a de subavaliada. Saiba mais sobre o conflito.
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Amanda Clark

Disputa pela Universal Music Group: CEO da Bolloré critica proposta de Ackman

O CEO da Bolloré, Cyrille Bolloré, filho do bilionário francês Vincent Bolloré, afirmou publicamente que a oferta do investidor Bill Ackman pela Universal Music Group (UMG) subavalia significativamente a gravadora. Durante um evento para investidores realizado na quarta-feira, o executivo recomendou que a UMG rejeite a proposta apresentada pelo bilionário americano em abril, marcando a primeira vez que a Bolloré - maior acionista da UMG - comenta publicamente sobre a transação.

Detalhes da proposta de Ackman

A Pershing Square Capital Management, gestora de investimentos de Ackman que controla mais de 4,5% das ações da UMG, propôs uma fusão entre a gravadora e uma empresa de aquisições com capital aberto nos Estados Unidos. Segundo o plano, cada acionista receberia €5,05 em dinheiro e 0,77 ações da nova empresa listada em Nova York para cada ação que possuem atualmente.

Ackman estimou que a nova estrutura resultaria em uma avaliação de aproximadamente €56 bilhões (US$ 64,8 bilhões), representando um aumento de 50% em relação ao valor atual de mercado da companhia. O bilionário argumenta que uma listagem em Nova York e uma reorganização financeira melhorariam significativamente a avaliação, com as ações da nova companhia podendo valer €32,90 cada, conforme suas estimativas baseadas em múltiplos mais elevados.

Críticas da Bolloré à proposta

Durante a reunião com investidores, Cyrille Bolloré levantou objeções específicas contra a estrutura da oferta. O executivo criticou particularmente o fato de Ackman obter o controle da nova UMG sem aportar a maior parte do capital necessário para a operação. A Bolloré também expressou preocupações gerais com a forma como a transação foi estruturada.

A aprovação formal do negócio requer o consentimento de acionistas que representem dois terços das ações da UMG, tornando a posição da Bolloré - como maior acionista - crucial para o futuro da proposta. Um representante da Pershing Square declarou que a empresa não tinha comentários a fazer neste momento sobre as declarações da Bolloré.

Respostas da UMG às preocupações de mercado

Embora as partes não tenham atualizado o mercado sobre as negociações desde que Ackman tornou sua proposta pública, a Universal Music Group tomou medidas para responder às preocupações de investidores sobre a avaliação da empresa. A companhia anunciou que venderá metade de sua participação no serviço de streaming musical Spotify Technology e ampliará seu programa de recompra de ações.

Contexto da Universal Music Group

Com sede nos Países Baixos, a UMG é uma das três maiores companhias musicais do mundo, ao lado da Warner Music e da Sony Music Entertainment. A gravadora controla mais de 30% da receita global de música gravada e reúne catálogos de alguns dos artistas mais vendidos do planeta, incluindo Taylor Swift, Kendrick Lamar, Billie Eilish e The Beatles.

As ações da empresa caíram aproximadamente 29% nos últimos 12 meses. No momento do evento, as ações eram cotadas a €20,06 em Amsterdã, atribuindo à companhia um valor de mercado de cerca de €36,9 bilhões. Em março, a Universal Music havia abandonado seus planos de abrir capital nos Estados Unidos, alegando que a incerteza do mercado havia criado uma "distorção significativa" na avaliação corporativa.

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