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Endividamento das famílias: o que dizem pré-candidatos à Presidência

Enquanto os planos de governo não são apresentados, declarações dos presidenciáveis são avaliadas
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Amanda Omura

Sete em cada 10 famílias brasileiras têm alguma dívida em aberto, segundo o último levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Leia o que os pré-candidatos pensam sobre o endividamento das famílias:

Lula (PT)
Lula citou o tema no lançamento de sua pré-candidatura, mas não detalhou até aqui como vai reduzir endividamento das famílias.
“Viver ficou muito mais caro. Neste primeiro trimestre de 2022, a renda familiar dos brasileiros desabou para o menor nível dos últimos dez anos. O resultado é que 77,7% das famílias estão endividadas. E o mais triste é que grande parte dessas famílias estão se endividando não para pagar a viagem de férias com os filhos, ou a reforma da casa própria, ou a compra de uma televisão ou de uma geladeira. Elas estão se endividando para comer. Ou seja: o Brasil voltou a um passado sombrio que havíamos superado", disse, no lançamento da pré-candidatura, em 7 de maio.

Jair Bolsonaro (PL)
O presidente Jair Bolsonaro (PL) considera o Auxílio Brasil uma política que contribui para amenizar o endividamento das famílias. Segundo ele, o fato do programa social manter o pagamento para pessoas que busquem emprego funciona como uma forma de os brasileiros conseguirem renda extra para pagar dívidas. Bolsonaro não também apresentou até aqui um plano direcionado exclusivamente para diminuir o endividamento.
"A concessão do novo auxílio, chamado Auxílio Brasil. O Bolsa Família pagava em média R$ 900… Em média, R$ 190. O novo auxílio passou a pagar, no mínimo, R$ 400. Tem muita família que ganha o dobro disso. É uma ajuda do governo federal aos mais necessitados e a grande mudança no Auxílio Brasil em relação ao Bolsa Família: quem for trabalhar não perde o Auxílio Brasil", afirmou, em 5 de maio, durante entrega de obra hídrica na Paraíba.

Ciro Gomes (PDT)
Ciro Gomes (PDT) tem defendido um plano — apresentado na campanha presidencial de 2018 — que prevê que o governo faça uma espécie de empréstimo para que as famílias saiam do endividamento.

A proposta visa a negociar com bancos para que os juros de dívidas ativam sejam diminuídos.
“Então, veja: salário em depressão, o consumo das famílias vem da renda. A informalidade hoje está impondo ao povo brasileiro uma depressão na renda sem precedente e o consumo das famílias vem do crédito. Emprego e renda vêm depois que cresce. Portanto, onde eu posso fazer uma coisa para começar a inverter a lógica é no crédito colapsado das famílias. 78 de cem famílias brasileiras estão superendividadas. Isso é recorde. E como o povo brasileiro é honesto, você tem que entender por que que 65 milhões dos brasileiros estão inadimplentes, com o nome sujo no SPC. Portanto, banidos do crédito. Então, o que que eu vou fazer: vir em socorro das famílias brasileiras com o Banco do Brasil e Caixa Econômica, vou promover um leilão reverso: todos os grandes credores vão ser chamados para um leilão reverso. Quem der o maior desconto, o governo chama primeiro para negociar e pagar. Como vai pagar? Emprestar para família brasileira, só que eu vou trocar juros de 350%, que é um assalto a mão desarmada”, disse, em entrevista à TV Bandeirantes, no dia 8 de maio.

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