O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de transformação deve apresentar um crescimento de 3,5% em 2024, a maior alta em três anos, estimou nesta terça-feira (17) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Essa é a mesma taxa de expansão esperada para o PIB como um todo do Brasil neste ano, ou seja, 3,5%.
"Essa alta da Indústria, mais intensa e disseminada, é fator especialmente positivo da composição do PIB em 2024, pois o setor gera forte encadeamento positivo na cadeia produtiva, além de pagar salários mais elevados e realizar mais investimentos em inovação, pesquisa e desenvolvimento", acrescentou a CNI.
De acordo com a confederação, a maior atividade industrial em 2024 se deve à alta demanda por bens industriais, impulsionada pelo consumo, que seguiu forte. A CNI espera que o consumo encerre 2024 com alta de 4,6% neste ano.
Entre os itens que impulsionaram a economia, diz a CNI, estão:
os gastos do governo, que devem avançar 4,1% em 2024, em termos reais (acima da inflação)
o aumento das concessões com recursos do BNDES, com alta real de 18,3% (acumulado até outubro).
"Não apenas os investimentos em construção civil, mas principalmente a grande aquisição de máquinas e equipamentos explicam a forte alta. Cabe destacar a ampliação das concessões com recursos do BNDES, com crescimento real de 18,3% [acumulado até outubro]", acrescentou.
Outro fator que impulsionou o crescimento da Indústria de transformação em 2024, diz a CNI, foi o forte desempenho dos investimentos. A entidade projeta alta de 7,3% do investimento, ritmo bem acima da expectativa para o crescimento do PIB.
Na esteira de um ritmo maior de crescimento da atividade industrial, a CNI estima uma forte expansão do faturamento do setor, que cresceu 18% de janeiro a outubro. Não há, entretanto, uma previsão para o ano de 2024 fechado. Entre os fatores que puxaram o faturamento, está a alta do dólar, que torna as exportações mais lucrativas.
Projeção para 2025
Para o próximo ano, a Confederação Nacional da Indústria espera uma desaceleração no ritmo de crescimento do PIB da indústria de transformação, com uma alta de 2%.
Esse crescimento menor esperado para 2025, explicou a entidade, está relacionado com o aumento da taxa básica de juros da economia pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias. O BC subiu a Selic para 12,25% ao ano na semana passada, e indicou novas altas no começo de 2025.
Os menores crescimentos do consumo e do investimento irão se refletir na atividade, avaliou a CNI.
"A perda de ritmo [do PIB da indústria de transformação] seria maior, não fosse a expectativa da CNI de que a Indústria de transformação brasileira retome participação no mercado doméstico, em detrimento das importações", avaliou a entidade.
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