Você está em:

Poder de compra do brasileiro foi corroído quase que pela metade em 10 anos

Salário teria que quase dobrar para conseguir adquirir a mesma quantidade de itens que em 2013
Picture of Amanda Omura

Amanda Omura

O poder de compra do brasileiro foi corroído quase pela metade entre 2013 e 2023. Isso porque o preço dos produtos nos mercados quase dobrou, enquanto o salário médio anual ficou praticamente estagnado em termos nominais.

Mas o que é a perda de poder de compra? É a sensação de que agora se compra menos itens no mercado do que antes com a mesma quantia de dinheiro. Ou que é preciso desembolsar mais para comprar a mesma quantidade de produtos.

Com R$ 100 a preços de 10 anos atrás, foi possível montar uma cesta de 13 produtos básicos para o carrinho do supermercado. Considerando as correções até o ano passado, os mesmos R$ 100 não compram metade das mercadorias selecionadas.
E essa necessidade de gastar mais enxugou a carteira do brasileiro, já que o salário médio anual não acompanhou os reajustes de preços.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu 88% em 10 anos. O salário médio anual do brasileiro, considerando 13º e férias, por sua vez, aumentou cerca de 3% no período. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, o valor passou de R$ 38.484,44 para R$ 39.604,44.

Tanto que o poder de compra do brasileiro caiu em todos os anos desde 2013, apontou um estudo realizado pela consultoria financeira L4 Capital.

Em 2013, por exemplo, o brasileiro ganhava um salário médio anual, sem descontar a inflação, de R$ 38.484,44, e tinha disponível para gastar com serviços e produtos um total de R$ 3.028,05 por mês (o equivalente a R$ 36.336,65 por ano, considerando a inflação).

Essa quantia inclui itens como mercado, aluguel, combustível, despesas pessoais, etc. Com o tempo, porém, foi cada vez mais necessário cortar itens da lista de compras.

Assim, em 2023, apesar de o salário nominal (sem os descontos da inflação) ser de R$ 39.604,44, a quantia disponível para gastar com produtos e serviços diminuiu 42%, para R$ 1.755 por mês (R$ 21.064,16 por ano).

Por que isso acontece?
Segundo especialistas, a perda de poder de compra foi tão considerável por dois motivos: inflação relevante e baixa produtividade profissional.

O Brasil não teve um período deflacionário nos últimos 10 anos. Ou seja, ano após ano, os preços de itens compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subiram. Apenas em alguns meses se viu alguma queda, mas em itens localizados e sem força suficiente para haver um recuo na média anual.

Para Rachel de Sá, chefe de economia da Rico Investimentos, é preciso dar um destaque especial a dois períodos em que a inflação subiu ainda mais: a crise de 2015 e a pandemia de Covid-19 (principalmente em 2021). Nos dois períodos, os preços subiram por volta de 10% ao ano, e não houve um aumento salarial equivalente.

Posts Relacionados

Neurociência Explica Decisões de Consumo: Como Emoções Influenciam Escolhas

Neurociência Explica Decisões de Consumo: Como Emoções Influenciam Escolhas

Descubra como neurociência explica decisões de consumo. Entenda o papel das emoções no comportamento do consumidor e suas aplicações em marketing.

Dr. Consulta retorna ao Rio com clínicas populares e plano de expansão de R$ 40 milhões

Dr. Consulta retorna ao Rio com clínicas populares e plano de expansão de R$ 40 milhões

Dr. Consulta volta ao Rio de Janeiro com clínicas populares. Investimento de R$ 40 milhões, unidades em Copacabana, Botafogo e Tijuca.

Ibovespa e Dólar em Estabilidade com Pressão da Queda do Petróleo no Mercado

Ibovespa e Dólar em Estabilidade com Pressão da Queda do Petróleo no Mercado

Ibovespa e dólar em estabilidade com queda do petróleo. Juros futuros caem e reforçam apostas de corte da Selic no Copom.

Melhora na Percepção de Renda e Custo de Vida Beneficia Lula entre os Mais Pobres, Aponta Pesquisa Genial/Quaest

Melhora na Percepção de Renda e Custo de Vida Beneficia Lula entre os Mais Pobres, Aponta Pesquisa Genial/Quaest

Pesquisa Genial/Quaest mostra melhora na percepção de affordability entre mais pobres. Confira impacto para Lula e cenário eleitoral.

Total adquire nova participação na Casa dos Ventos: expansão na energia renovável brasileira

Total adquire nova participação na Casa dos Ventos: expansão na energia renovável brasileira

Total compra nova participação na Casa dos Ventos, empresa líder em energia renovável no Brasil. Expansão estratégica no setor.

Redes Sociais Revolucionam Mercado Imobiliário no Rio de Janeiro: 37% dos Cariocas Buscam Imóveis por Aqui

Redes Sociais Revolucionam Mercado Imobiliário no Rio de Janeiro: 37% dos Cariocas Buscam Imóveis por Aqui

37% dos cariocas usam redes sociais para comprar ou alugar imóveis. Descubra como o mercado imobiliário do Rio mudou com a transformação digital.

CSN inicia venda de ativos de infraestrutura para reduzir endividamento

CSN inicia venda de ativos de infraestrutura para reduzir endividamento

CSN inicia venda de ativos de infraestrutura para reduzir endividamento. Saiba quais são os ativos em processo de comercialização da siderúrgica.

Propriedade Intelectual vs Parasitismo Digital: Como Proteger Criações na Era da Internet

Propriedade Intelectual vs Parasitismo Digital: Como Proteger Criações na Era da Internet

Proteja propriedade intelectual contra parasitismo digital. Entenda ameaças, tipos de exploração e soluções para criadores na internet.

en_USEnglish