Desfalque Importante para Costa do Marfim na Copa do Mundo 2026
A seleção da Costa do Marfim enfrentará um desafio significativo na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026 contra a Alemanha. O atacante Elye Wahi, que foi titular na vitória inicial sobre o Equador, não recebeu autorização para entrar no Canadá e não poderá participar da partida agendada para sábado em Toronto. Este é um golpe importante para a equipe marfinense, que perde um de seus principais jogadores ofensivos em um momento crítico da competição.
Questões Administrativas Impedem Entrada no Canadá
A Federação Marfinense de Futebol confirmou a ausência do jogador de 23 anos, atribuindo-a à impossibilidade de obter as autorizações administrativas necessárias para sua entrada em território canadense. Conforme comunicado oficial da entidade, as autorizações exigidas não puderam ser obtidas no momento necessário. Durante o período em que a delegação disputa o confronto, Wahi permanecerá nos Estados Unidos, só se reencontrando com seus companheiros após o retorno da equipe.
Investigação por Manipulação de Apostas
A ausência do atacante ocorre em contexto delicado envolvendo investigações sobre suspeita de manipulação de apostas. A Liga Francesa de Futebol confirmou que recebeu alertas sobre um volume considerado anormal de apostas relacionadas a um cartão amarelo recebido por Wahi durante uma partida do Campeonato Francês entre Nice e Metz, realizada em maio. Empresas especializadas no monitoramento do mercado de apostas identificaram movimentações suspeitas em diversos países envolvendo especificamente a punição disciplinar sofrida pelo atleta durante um empate sem gols.
Procedimentos Investigativos em Andamento
O caso foi encaminhado às autoridades policiais, órgãos reguladores de apostas e à Federação Francesa de Futebol para investigação aprofundada. A Promotoria de Marselha confirmou que um jogador profissional de 23 anos atuante na Ligue 1 foi detido e interrogado no dia 29 de maio como parte da investigação sobre possíveis crimes de fraude organizada, corrupção esportiva, receptação e lavagem de dinheiro. Embora a promotoria não tenha citado nominalmente o atacante marfinense, as informações coincidem perfeitamente com seu caso.
Após prestar depoimento, Wahi foi liberado e não permaneceu detido. As investigações continuam em andamento, com autoridades buscando esclarecer as circunstâncias das movimentações suspeitas em apostas envolvendo sua punição disciplinar.
Apoio da Federação Marfinense
A Federação Marfinense afirmou que não recebeu qualquer notificação oficial sobre procedimentos judiciais ou administrativos envolvendo o atleta e expressou seu total apoio ao jogador durante este período delicado. A entidade reafirmou sua confiança em Wahi e reiterou que ele continua sendo um membro importante da seleção nacional, independentemente das investigações em andamento em território francês.
