Em 1970, o Brasil conquistou seu terceiro título mundial no México, eternizando uma seleção que marcou a história do futebol internacional. Mais de cinco décadas depois, quando a Copa do Mundo retorna ao continente americano, o país se despede gradualmente dos personagens que compuseram aquele esquadrão lendário. A morte recente de Brito, zagueiro fundamental daquela campanha, reduz ainda mais o grupo de sobreviventes do tricampeonato.
Um Esquadrão Marcante na História das Copas
O verso que ecoava pelas arquibancadas brasileiras — "Em 70, o esquadrão, primeiro a ser tricampeão" — resume a magnitude daquela seleção. Sob o comando de Mário Jorge Lobo Zagallo, o Brasil apresentou um futebol ofensivo que encantou o mundo inteiro. A equipe se destaca não apenas pelos títulos conquistados, mas pela forma revolucionária com que jogava, combinando defesa sólida com um ataque avassalador.
Brito e a Defesa Que Sustentou a Glória
Brito foi um dos alicerces da defesa da seleção campeã. Defensor de força física impressionante e estilo combativo, o zagueiro formava uma dupla impenetrável ao lado de Piazza. Enquanto isso, no ataque, nomes imortais como Pelé, Jairzinho, Gérson, Rivellino e Tostão deslumbravam o mundo com sua criatividade e habilidade técnica. Essa combinação de defesa robusta e ataque criativo foi a fórmula do sucesso do tricampeonato.
O Que Restou: 15 Sobreviventes de 22 Convocados
Com a morte de Brito, a realidade se impõe: do total de 22 jogadores convocados para a Copa de 1970, apenas 15 permanecem vivos. A lista de campeões que já partiram inclui alguns dos principais símbolos daquela glória: Pelé, considerado o maior jogador de todos os tempos; Carlos Alberto Torres, o "capitã" que levantou a taça; o goleiro Félix; Everaldo; Fontana; Joel Camargo e agora Brito. Cada partida representa uma perda significativa para a memória viva do futebol brasileiro.
Os Heróis Que Ainda Estão Entre Nós
Titulares da Final Contra a Itália
Sete dos jogadores que participaram da histórica final contra a Itália — vencida por 4 a 1 no lendário Estádio Azteca, na Cidade do México — ainda seguem vivos. Entre eles estão Clodoaldo, o volante que orquestrava o meio-campo; Gérson, o meio-campista criativo; Rivellino, que encantava com suas jogadas; Jairzinho, o ala destrutivo; e Tostão, o atacante versátil. Esses guerreiros da seleção constituem a ponte viva entre aquele passado glorioso e o presente.
Outros Sobreviventes do Elenco Campeão
Além dos titulares da final, outros integrantes do elenco de 1970 ainda vivem e carregam consigo as memórias daquela campanha vitoriosa. Entre os goleiros, tanto Leão quanto Ado seguem vivos, guardando os segredos das defesas que protegeram a série invicta. Na defesa, Baldocchi e Wilson Piazza complementam a memória da linha de trás. No meio-campo e ataque, figuras como Zé Maria, Marco Antônio, Paulo Cézar Caju, Roberto Miranda, Edu (Jonas Eduardo Américo) e Dadá Maravilha representam a profundidade do elenco que conquistou o mundo.
O Legado Imortal do Tricampeonato
Enquanto os anos passam e a lista de sobreviventes diminui, a importância de preservar as histórias e memórias daqueles heróis do futebol brasileiro se torna cada vez mais urgente. Cada um desses jogadores que ainda vive é um tesouro vivo de experiências, conhecimentos e momentos históricos que moldaram o futebol mundial. A Copa de 1970 não foi apenas um torneio conquistado; foi uma revolução na forma de jogar futebol que influenciou gerações de atletas e técnicos em todo o planeta.
