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COI suspende restrições a atletas bielorrussos; russos continuam competindo com bandeira neutra

COI suspende restrições a atletas bielorrussos a partir de 2028. Russos seguem competindo com bandeira neutra. Saiba mais sobre as novas regras.
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Amanda Clark

Nova decisão do COI muda regras para atletas bielorrussos

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou, nesta quinta-feira (7), a suspensão das restrições impostas aos atletas bielorrussos após a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022. Esta decisão representa uma mudança significativa nas políticas olímpicas que afetam as delegações de países da Europa Oriental, criando distinções importantes entre as condições impostas aos atletas bielorrussos e russos.

A partir desta nova política, os atletas bielorrussos poderão participar de competições internacionais com hino e bandeira nacional, tanto individualmente quanto representando equipes completas. Esta medida está formalmente documentada em comunicado oficial do órgão olímpico internacional e será aplicada pelas diferentes federações internacionais, já que a comissão executiva do COI trabalha por meio de recomendações aos órgãos reguladores do esporte.

Aplicação prática e próximos eventos olímpicos

A implementação desta nova política começará efetivamente a partir dos Jogos Olímpicos de Verão de Los Angeles em 2028, permitindo que as delegações bielorrussas compitam com representação nacional completa. O mesmo se aplicará aos Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno de Dolomiti Valtellina, na Itália. As competições classificatórias para ambos os eventos já iniciaram durante o verão do Hemisfério Norte, possibilitando que atletas bielorrussos participem com suas bandeiras tanto na cerimônia de abertura quanto no quadro de medalhas.

Essa mudança contrasta com a situação atual dos atletas russos, que continuam enfrentando restrições severas. Os competidores russos devem participar de eventos internacionais sob bandeira neutra, exclusivamente a título individual e apenas se não apoiarem ativamente o conflito ucraniano. Adicionalmente, não podem ser funcionários das forças armadas ou dos serviços de segurança de seus respectivos países.

Histórico recente de participação e restrições

Nas duas últimas edições dos Jogos Olímpicos, em Paris 2024 e Milão-Cortina 2026, alguns atletas russos e bielorrussos competiram como atletas individuais neutros, sem representar oficialmente seus países. O número de competidores nesta condição foi reduzido significativamente: 17 atletas em Paris e apenas 7 na Itália, refletindo as diferentes aplicações das restrições.

Justificativa para tratamento diferenciado dos russos

O COI justifica a continuidade das restrições aos atletas russos devido à suspensão do Comitê Olímpico Russo desde 2023. Esta suspensão foi determinada porque o órgão colocou sob sua autoridade as organizações esportivas de quatro regiões ucranianas ocupadas. Além disso, surgiram novas preocupações em relação ao sistema antidoping russo recentemente, reforçando a necessidade de manter as limitações para competidores daquele país.

Contexto das decisões anteriores sobre atletas juniores

Em dezembro do ano anterior, o COI já havia recomendado o retorno de atletas russos e bielorrussos às competições juniores, permitindo a participação com hinos e bandeiras nacionais, inclusive em esportes coletivos. No entanto, essa proposta mantinha as restrições para eventos de categoria sênior, diferenciando competições por nível competitivo.

A proposta foi aprovada por representantes das federações internacionais, que alertaram que a implementação das mudanças levaria tempo para ser totalmente operacionalizada. A decisão foi tomada durante a 14ª Cúpula Olímpica, contando com participação de delegados das federações internacionais, representantes dos Comitês Olímpicos Nacionais, atletas e agências antidoping.

Princípio de responsabilidade individual dos atletas

Durante as discussões sobre estas políticas, as partes envolvidas reconheceram um princípio fundamental: atletas, particularmente jovens atletas, não devem ser responsabilizados pelas ações de seus governos. Este princípio guiou as deliberações e justifica a progressiva abertura das restrições, especialmente para competidores mais jovens que não têm controle sobre decisões políticas nacionais.

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