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Colômbia autoriza operações militares conjuntas com EUA contra narcotráfico sob novo governo

Colômbia autoriza operações militares com EUA contra narcotráfico. Novo governo firma parceria estratégica e recebe US$ 1 bilhão em ajuda de segurança.
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Amanda Clark

Nova aliança militar na luta contra o tráfico de drogas

A Colômbia autorizou formalmente os Estados Unidos a conduzirem operações militares conjuntas em sua campanha contra o narcotráfico, conforme anunciado nesta quarta-feira pelo secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, durante reunião no Panamá. Esta decisão representa um ponto de virada diplomático sob a liderança do recém-empossado presidente colombiano Abelardo de la Espriella, que aderiu à Coalizão das Américas contra os Cartéis, iniciativa liderada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

O secretário de Defesa americano destacou que a cooperação bilateral visa destruir redes de narcoterrorismo e organizações criminosas que operam no território colombiano. Durante sua posse em um regimento militar, Espriella expressou sua determinação em confrontar sem trégua o crime organizado, rejeitando categoricamente qualquer possibilidade de negociações de paz com grupos armados.

Investimento estratégico em segurança regional

Para fortalecer essa parceria, o Departamento de Estado americano anunciou a destinação de US$ 1 bilhão (R$ 5,6 bilhões) em ajuda de segurança para a Colômbia. Este aporte financeiro reafirma o compromisso dos Estados Unidos com a estabilidade regional e a contenção do tráfico internacional de drogas.

A Colômbia permanece como o maior produtor mundial de cocaína, enquanto os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado consumidor. Diversos grupos criminosos ilegais financiam suas operações mediante o tráfico de entorpecentes, totalizando aproximadamente 25 mil integrantes segundo relatório de 2025 da Fundação Ideias para a Paz.

Resgate da aliança histórica EUA-Colômbia

A ascensão de Espriella ao poder marca a restauração da histórica parceria entre Colômbia e Estados Unidos, aliança que havia sido abalada nos últimos anos. Durante duas décadas, ambas as nações implementaram iniciativas como o Plano Colômbia e o Plano Patriota, ofensivas bilionárias que enfraqueceram grupos rebeldes, porém não conseguiram eliminar o tráfico de cocaína.

A cooperação estratégica entre Washington e Bogotá também se estende a operações marítimas de combate ao narcotráfico em alto-mar, onde ambos os países atuam de forma coordenada.

Coalizão regional e pressões diplomáticas

A Coalizão das Américas contra os Cartéis reúne aproximadamente 20 países, incluindo Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Honduras e Peru, todos com governos de orientação conservadora. Estes países enfrentam pressões para abandonar o Tribunal Penal Internacional (TPI), organismo que os Estados Unidos não reconhecem oficialmente.

Hegseth enfatizou que um hemisfério mais seguro resultaria em um lar mais seguro para os cidadãos americanos, negando intenções de dominação regional. Contudo, ele reafirmou que a região será protegida contra influências estrangeiras malévolas.

Operações aéreas polêmicas e questões humanitárias

Os Estados Unidos intensificaram sua estratégia antidrogas há aproximadamente um ano através de uma campanha sem precedentes de bombardeios contra embarcações suspeitas de transportar narcóticos. A ofensiva iniciou-se no Caribe e expandiu-se para o Oceano Pacífico, resultando em aproximadamente 215 óbitos em cerca de 53 ataques, conforme contagem da Agência France-Presse.

Segundo Hegseth, estas operações produziram uma queda recorde no trânsito de embarcações carregando drogas. Entretanto, juristas internacionais e organizações de defesa dos direitos humanos denunciam veementemente esses bombardeios como execuções extrajudiciais, violações graves do direito humanitário internacional.

Pressão para abandonar o Tribunal Penal Internacional

Neste contexto controverso, o secretário americano incentivou os membros da coalizão antidrogas a formalizarem seu afastamento do TPI, organismo que possui jurisdição para investigar e processar crimes de guerra e homicídios ilegais. Hegseth classificou a corte internacional como uma ameaça, encorajando fortemente os países aliados a abandonarem este foro jurídico global.

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