Processo contra Selena Gomez por negligência em empresa de saúde mental
A atriz e cantora americana Selena Gomez enfrenta um processo judicial movido por cinco investidores que aportaram capital na Wondermind Global, plataforma de saúde mental cofundada pela artista, sua mãe Mandy Teefey e a empresária Daniella Pierson. Os denunciantes alegam que Gomez descumpriu promessas contratuais de participação ativa na empresa e que sua negligência contribuiu para uma grave crise financeira na organização.
De acordo com a ação judicial reportada pela BBC, os investidores afirmam que Selena Gomez teria se comprometido contratualmente a assumir funções específicas como chefe de marketing da empresa, obrigações que posteriormente ignorou. Os demandantes descrevem a conduta da artista como "abjeta negligência" de suas responsabilidades e buscam recuperar aproximadamente US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 6,2 milhões na cotação atual), além de custos e indenizações.
Alegações de representação falsa e promessas não cumpridas
Conforme a denúncia, os fundadores da Wondermind teriam "representado falsamente" a situação da empresa ao apresentar iniciativas que não correspondiam à realidade. Entre as ações supostamente apresentadas como já encaminhadas estavam uma "programação completa" de acordos publicitários, parcerias com celebridades, desenvolvimento de um aplicativo e outras iniciativas estratégicas.
A ação ainda aponta que Selena Gomez havia prometido participação ativa e visível na construção da marca, com foco especial em estratégias de marketing. Os investidores afirmam que ela assumiu responsabilidades contratuais e posteriormente abandonou seu cumprimento, deixando a empresa em situação de "calamidade financeira".
Histórico da Wondermind e contexto de fundação
A Wondermind foi criada há cinco anos por Selena Gomez, sua mãe Mandy Teefey e Daniella Pierson, após a cantora começar a falar publicamente sobre suas próprias dificuldades com saúde mental, incluindo diagnóstico de transtorno bipolar. O objetivo da plataforma era democratizar o acesso a conteúdos sobre saúde mental através de um modelo digital inovador.
Atualmente, Selena Gomez continua listada como cofundadora no site oficial da Wondermind, abaixo de Mandy Teefey, que ocupa o cargo de diretora-executiva. Daniella Pierson, uma das fundadoras originais, deixou a empresa em momento anterior.
Crise financeira e falta de transparência com investidores
Segundo a denúncia, a Wondermind enfrentou dificuldades severas, falhando até mesmo em "obrigações básicas, como pagar funcionários e fornecedores dentro do prazo". Os investidores alegam que as promessas relacionadas a parcerias comerciais estratégicas e ao desenvolvimento do aplicativo nunca se concretizaram.
Um ponto crítico apontado na ação é a falta total de transparência: durante três anos, enquanto a empresa "desmoronava silenciosamente", nenhum fundador, executivo ou diretor teria informado aos investidores sobre as dificuldades financeiras e administrativas em curso. Os denunciantes tomaram conhecimento da situação somente após uma reportagem investigativa publicada pela revista The Cut em setembro de 2025, que revelou problemas nas finanças e gestão da Wondermind.
Quem é Selena Gomez
Selena Gomez, aos 34 anos, é uma figura global de destaque. Iniciou sua carreira como atriz mirim e posteriormente construiu uma bem-sucedida carreira na música pop. Atualmente, está entre as mulheres mais seguidas nas redes sociais mundiais, com mais de 500 milhões de seguidores. Seu patrimônio líquido é estimado em quase US$ 1 bilhão, fortemente impulsionado também pela fundação da empresa de cosméticos Rare Beauty em 2020, marca intimamente associada ao seu nome e imagem.
Perfil dos investidores e demandas judiciais
Os cinco autores da ação estão sediados em Nova York e na Flórida. Entre eles encontra-se Brent Saunders, diretor-executivo da empresa de saúde ocular Bausch + Lomb. Além da recuperação dos aproximadamente US$ 1,2 milhão investidos na Wondermind, os demandantes solicitam ao tribunal o pagamento de custos processuais e indenizações pelos prejuízos causados pela conduta alegadamente fraudulenta.
