Prisão de Monaliza Escafura marca operação do Ministério Público contra crime organizado
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), executou na manhã de quinta-feira um mandado de prisão contra Monaliza Neves Escafura. A detida é filha do reconhecido contraventor José Caruzzo Escafura, vulgo Piruinha, e foi capturada em sua residência no bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Contexto da investigação e denúncia
A ação representa mais um passo significativo nas investigações contra a organização criminosa do clã Escafura. Em março deste ano, o GAECO apresentou nova denúncia formal contra Monaliza, caracterizando-a como líder da estrutura armada responsável pela exploração do jogo do bicho, máquinas caça-níqueis e outras modalidades ilegais de jogos de azar na região.
De acordo com a acusação, após o falecimento de Piruinha em janeiro de 2025, sua filha assumiu o comando direto de parte dos pontos clandestinos operados pelo clã. Desde então, ela teria coordenado todas as atividades operacionais, financeiras e também a ocultação dos valores auferidos através da exploração ilegal desses jogos.
Movimentação financeira suspeita
As investigações desenvolvidas pelos órgãos especializados apontaram uma movimentação financeira superior a meio milhão de reais, proveniente exclusivamente da exploração clandestina de jogos de azar. Além disso, constatou-se que Monaliza utilizava terceiros como laranjas para dissimular a origem dos recursos ilícitos, estratégia comum em operações de lavagem de dinheiro.
Autorização e jurisdição
O mandado de prisão foi expedido pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, demonstrando a seriedade com que a justiça fluminense trata casos envolvendo estruturas criminosas bem definidas e hierarquizadas. A prisão de Monaliza representa um avanço nas ações de combate ao crime organizado no estado do Rio de Janeiro, especialmente contra operações ilegais que movimentam recursos significativos e prejudicam a segurança pública.
A operação reflete o trabalho contínuo dos órgãos especializados do Ministério Público em desarticular redes criminosas de grande porte, que historicamente dominam setores específicos da criminalidade organizada fluminense.
