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‘Não é possível perder uma guerra para o garimpo ilegal’, diz Lula

Emergência em saúde na Terra Indígena Yanomami completa um ano no próximo dia 20, mas crise ainda não foi debelada
Amanda Omura

Amanda Omura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com ministros no Palácio do Planalto nesta terça-feira (9) para tratar da crise humanitária na Terra Indígena Yanomami – agravada pela pandemia da Covid e ainda sem solução definitiva.

Segundo Lula, o encontro foi para avaliar as ações já tomadas quanto à situação dos indígenas Yanomami no último ano, e definir novas medidas a serem adotadas.

Durante a reunião, o presidente disse que a questão dos Yanomami, e dos indígenas em geral, será tratada como “questão de Estado” e que pretende usar “todo o poder que a máquina pública pode ter” para garantir os direitos dessas populações.
“Porque não é possível que a gente possa perder uma guerra para garimpo ilegal. Que a gente possa perder uma guerra para madeireiro legal. Perder uma guerra para pessoas que estão fazendo coisas contra o que a lei determina.”

“Esta reunião aqui é para definir, de uma vez por todas, o que o nosso governo vai fazer para evitar que os indígenas brasileiros continuem sendo vítimas de massacres, de vandalismo, da garimpagem, e das pessoas que querem invadir as áreas que estão preservadas e que têm dono, que são os indígenas, e que não podem ser utilizadas.”

Um ano de emergência
A emergência de saúde pública no território Yanomami foi decretada pelo governo há quase um ano, em 20 de janeiro de 2023.

Em dezembro, Lula já tinha se reunido com ministros de pastas relacionadas ao tema para discutir medidas adicionais. Naquele momento, o presidente determinou a intensificação das ações de proteção ao povo indígena Yanomami e de combate ao garimpo ilegal na região.

Localizado nos estados de Roraima e Amazonas, o território é alvo de garimpo ilegal, que acarreta diversas mazelas para os habitantes.

Segundo o governo, em 2023 foi criado um centro de operações de emergências em saúde pública na região. Foram realizados mais 13 mil atendimentos de saúde e enviados 4,3 milhões de unidades de medicamentos e insumos.

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