Um antigo casarão localizado na Rua Professor Gabizo, na Tijuca, tem chamado a atenção dos moradores da região e das autoridades locais. Recentemente, uma operação de ordenamento foi realizada pela Subprefeitura da Grande Tijuca para verificar denúncias de invasão e uso irregular do espaço.
A ação contou com o apoio da Secretaria Municipal de Ordem Pública e da Secretaria Municipal de Assistência Social. Durante a vistoria, cinco pessoas que estavam morando de forma improvisada no interior do casarão foram retiradas do local. As equipes encontraram um grande acúmulo de lixo, objetos espalhados, facas e indícios de consumo de drogas. O estado precário do imóvel representava uma emergência sanitária, com riscos para a segurança e a saúde pública devido à presença de resíduos e condições favoráveis à proliferação de vetores.
O proprietário foi notificado e concordou em realizar a limpeza do espaço e reforçar as medidas de proteção para evitar novas invasões. Os acessos ao imóvel foram bloqueados e o muro do terreno foi aumentado em altura.
"Recebemos informações de moradores sobre a ocupação irregular do imóvel e, ao chegarmos lá, constatamos uma situação bastante preocupante, com um grande acúmulo de lixo, materiais perigosos e uma emergência sanitária iminente. O proprietário foi notificado e comprometeu-se a fazer a limpeza e reforçar a proteção do local para impedir novas invasões", afirmou Higor Gomes, Subprefeito da Grande Tijuca.
O casarão, construído na década de 1920, encontra-se fechado há aproximadamente seis anos e teve seu tombamento provisório decretado em 2005 pelo Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural. Isso impede sua demolição. No entanto, tanto os moradores locais quanto os atuais proprietários do imóvel, a Igreja Cristã Chinesa do Rio de Janeiro, que adquiriu a propriedade em 2021, manifestaram interesse em derrubar a construção. O Instituto Rio Patrimônio da Humanidade já se posicionou contra a demolição do imóvel histórico.
