A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) conseguiu uma economia de R$ 42 milhões em produtos químicos nos últimos dois anos, graças à implementação de novos métodos de controle de qualidade e tratamento da água. Esse resultado foi resultado de investimentos em laboratórios, monitoramento de mananciais, aquisição de equipamentos e ajustes operacionais realizados desde o início de 2024.
A redução mais significativa ocorreu no uso de insumos como o sulfato de alumínio, especialmente nos sistemas Guandu e Imunana-Laranjal, principalmente na etapa de coagulação. A Cedae garante que essa mudança possibilitou a otimização de recursos sem comprometer os padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.
O diretor de Saneamento e Grande Operação da Cedae, José Ricardo Brito, enfatizou que essa conquista é fruto de uma estratégia que combina sustentabilidade econômica e excelência técnica. Ele destacou: "Ao investirmos em eficiência e modernização, conseguimos reduzir custos sem prejudicar a qualidade da água fornecida à população".
A modernização foi impulsionada pela criação da Gerência-Geral de Controle de Qualidade e Tratamento, que passou a centralizar as atividades das três unidades do Laboratório de Pesquisa e Análise da Água (Libra) localizadas em Guandu, Laranjal e Tijuca.
No Laboratório instalado na Estação de Tratamento de Água do Guandu, em Nova Iguaçu, houve um aumento na área física e na capacidade técnico-analítica em agosto do ano anterior. Isso permitiu que todas as análises exigidas pela legislação fossem realizadas, incluindo parâmetros mais complexos de rastreabilidade ambiental.
No final de 2025, a ETA Laranjal, em São Gonçalo, também recebeu uma nova unidade do Libra equipada com equipamentos de alta precisão para identificação de substâncias químicas. A Cedae destaca que esse modelo já despertou interesse de outras empresas do setor de saneamento, como a Sabesp.
Além disso, foi implantado um sistema de monitoramento ambiental contínuo por meio de câmeras hiperespectrais nas captações do Guandu e de Imunana-Laranjal. Essa tecnologia faz leituras automatizadas de 12 parâmetros físico-químicos da água a cada 15 minutos, permitindo o acompanhamento em tempo real da água bruta antes do tratamento.
O projeto também envolve o uso de sondas flutuantes, drones e uma frota de veículos atuando 24 horas por dia para dar uma resposta operacional mais rápida diante de mudanças nas condições dos mananciais.
As unidades Laranjal e Tijuca do Libra conquistaram a acreditação ISO 17025:2017 do Inmetro até o final de 2025. Com isso, todo o controle de qualidade da Cedae na Região Metropolitana passou a operar com certificação do instituto, garantindo a padronização e confiabilidade dos processos.
Para o gerente-geral de Controle de Qualidade e Tratamento da Cedae, Robson Campos, a integração entre análises laboratoriais e monitoramento em campo se tornou um dos pilares da operação. Ele enfatizou: "A estrutura atual da Cedae permite uma integração perfeita entre as análises laboratoriais complexas e o monitoramento em campo, o que garante a precisão analítica em todas as etapas e a agilidade nas operações, seguindo os mais rigorosos protocolos".
