O líder nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, comunicou hoje que convidou o ex-governador Cláudio Castro para se juntar ao partido. Segundo ele, a federação União-Progressistas está de braços abertos para receber o ex-líder do governo do Rio de Janeiro.
A declaração foi feita um dia depois de Cláudio Castro ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político nas eleições de 2022. O ex-governador, que renunciou ao cargo na segunda-feira (23) com o objetivo de concorrer ao Senado, teve seu diploma cassado e foi considerado inelegível até 2030.
Mesmo diante da decisão do TSE, Ciro Nogueira defendeu seu aliado e acredita na reversão da punição. Em uma publicação, o senador afirmou: "Acompanhamos sua trajetória, conhecemos sua integridade e confiamos que a justiça prevalecerá, trazendo-o de volta ao palco eleitoral", destacou Ciro Nogueira.
A ação do líder do PP acontece em meio à repercussão da decisão do TSE, que também afetou outros nomes ligados ao grupo político de Castro. O caso diz respeito ao uso de contratos temporários considerados irregulares na Fundação Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) para remuneração de apoiadores políticos.
Além de Cláudio Castro, também foram considerados inelegíveis o deputado estadual Rodrigo Bacellar, do União Brasil, presidente afastado da Alerj, e o ex-presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes.
No parecer, a relatora do processo, ministra Isabel Gallotti, ressaltou que as contratações fraudulentas foram possibilitadas por uma lei sancionada pelo próprio Castro. A juíza também destacou a gravidade do modelo de pagamento adotado, com saques em dinheiro vivo, sem requisitos formais mínimos e concentrados em Campos dos Goytacazes, base eleitoral de Bacellar.
