A defesa do ex-goleiro Bruno Fernandes entrou com um recurso na Justiça pedindo que ele permaneça em regime “semiaberto harmonizado”, modalidade que permite o cumprimento da pena fora de uma unidade prisional. O ex-atleta é considerado foragido pela Justiça do Rio de Janeiro após não se apresentar às autoridades.
A solicitação foi apresentada nesta semana e tenta evitar o retorno imediato do condenado a uma unidade prisional, como determina uma decisão recente.
Segundo os advogados, o despacho que determinou a volta ao regime semiaberto não teria apresentado novos elementos que justificassem a mudança na situação anterior, quando o ex-jogador cumpria a pena em regime domiciliar devido à ausência de estabelecimento adequado para o regime intermediário.
O ex-goleiro passou a ser considerado foragido após não cumprir a determinação de se apresentar às autoridades depois da revogação do livramento condicional. O mandado de prisão foi expedido no dia 5 de março pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Vara de Execuções Penais.
Em nota, o tribunal informou que o ex-atleta descumpriu uma das condições impostas para permanecer em liberdade e não se apresentou após a perda do benefício.
De acordo com o processo, no dia 15 de fevereiro ele teria viajado para o estado do Acre sem autorização judicial. Pelas regras do livramento condicional, o condenado estava proibido de deixar o estado do Rio de Janeiro.
Diante do descumprimento das condições impostas, a Vara de Execuções Penais determinou a revogação do benefício e o retorno ao regime semiaberto.
O ex-goleiro estava em livramento condicional desde 2023. Bruno Fernandes foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão pelo assassinato da modelo Eliza Samudio.
O crime ocorreu em 2010 e teve grande repercussão nacional e internacional. Segundo a sentença, a modelo foi morta após cobrar do ex-jogador o reconhecimento da paternidade do filho que teve com ele.
*Com informações do O Globo.
