O Rio está prestes a passar por uma mudança importante no sistema ferroviário. A SuperVia deixará a operação dos 270 quilômetros da região metropolitana do Rio ainda no primeiro semestre deste ano. Entra em cena o Grupo Barraqueiro, em parceria com a MPE Engenharia, trazendo consigo a promessa de melhorias. Os cidadãos estão ansiosos para saber se os atrasos serão reduzidos, se os expressos serão restabelecidos no ramal de Santa Cruz e se as estações serão mais adequadas para os usuários.
A nova concessão, com um contrato de apenas cinco anos e pagamento à operadora por quilômetro rodado, enfrentará grandes desafios. Desde a privatização em 1998, as promessas de melhorias no sistema de transporte ferroviário não se concretizaram. Com o aumento do transporte individual por aplicativos e o domínio dos ônibus, a importância dos trilhos foi diminuindo ao longo dos anos.
Apesar disso, a confiança nos trens é forte entre os moradores do Rio e das cidades metropolitanas interligadas. Eles valorizam a rapidez, segurança e previsibilidade oferecidas por esse meio de transporte. Caso haja constantes atrasos, os passageiros optarão por outras formas de locomoção, impactando diretamente a economia e o emprego na região.
Atualmente, o sistema ferroviário atende a um número significativamente inferior de passageiros em comparação com anos anteriores, refletindo o abandono e a perda de confiança no serviço. É crucial que haja subsídio público e uma política tarifária justa para manter a sustentabilidade do transporte ferroviário metropolitano.
A crise enfrentada atualmente é resultado de décadas de decisões equivocadas e falta de investimento no sistema ferroviário. Recuperar os trilhos do Rio exigirá não apenas uma troca de concessionária, mas também correção de erros históricos e realinhamento do transporte público como prioridade na política urbana.
