A Preparação da Cidade do Rock: Um Mês de Trabalhos Intensos
O Rock in Rio marcou um mês do início de seus trabalhos promovendo uma conversa exclusiva entre seus principais atores, incluindo artistas consagrados e emergentes. O evento aconteceu nesta terça-feira, com um passeio pela Cidade do Rock, que começa a ganhar forma no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. Curiosamente, a estrutura do festival será erguida exatamente dez anos após a Olimpíada de 2016, utilizando a mesma infraestrutura, mas sem os problemas estruturais que marcaram aquele período.
Profissionais da Rock World, como a diretora de marketing Ana Deccache e a diretora de produção artística Anna Clara Chermont (conhecida pelo apelido divônico Cher), compartilharam histórias fascinantes dos bastidores e desafios únicos envolvidos na organização de um festival desta magnitude.
Os Caprichos Artísticos: De Tradutores de Coreano a Cem Cabides
Durante a conversa, Anna Clara Chermont revelou alguns dos pedidos mais inusitados recebidos dos artistas. Tradutores de coreano foram especificamente contratados para acomodar a presença dos Stray Kids, o grupo de K-pop que se apresentará no festival. Essa decisão reflete o compromisso do Rock in Rio em oferecer uma experiência impecável para seus artistas internacionais.
Entre os pedidos extraordinários, a diretora mencionou uma solicitação memorável: um artista exigiu exatamente cem cabides em seu camarim. Até hoje, a equipe nunca compreendeu completamente o motivo dessa demanda específica. Além disso, velas aromáticas, óleos essenciais e vinhos de milhares de dólares constam regularmente entre as solicitações dos artistas que se apresentarão no festival.
Um Festival Contemporâneo Que Reverencia o Passado
O vice-presidente e curador do festival, Zé Ricardo, tomou o palco ao lado de Ana Deccache e diversos artistas que marcarão presença nesta edição: Os Garotin (Palco Sunset), Dennis (Palco Favela), Giu (New Dance Order), e Celo Dut (Palco Supernova). Zé Ricardo enfatizou a filosofia do Rock in Rio para 2026: reverenciar o passado mantendo os olhos sempre no futuro.
O Rock in Rio se posiciona como um festival contemporâneo que abraça novas tendências musicais. A presença dos Stray Kids representa a força do K-pop no mercado global, enquanto a inclusão do trap demonstra o compromisso com gêneros emergentes que dominam as paradas musicais atuais.
Funk e Trap: Os Gêneros em Ascensão no Festival
Dennis, nome consagrado do funk brasileiro, confirmou que o gênero está plenamente estabelecido em todos os palcos do Rock in Rio. Com a participação de Anitta levando o funk ao mundo e Pedro Sampaio confirmado para 2026, o gênero conquistou seu espaço permanente. Dennis revelou que terá convidados-surpresa em sua apresentação no dia 13 de setembro, e expressou sua emoção especial com o Palco Favela, que o conecta aos seus primórdios há 30 anos na comunidade da Mangueirinha, em Duque de Caxias.
Os Garotin: Da Comunidade para o Maior Palco da América Latina
Os Garotin, trio em ascensão meteórica, contaram uma história inspiradora: adiaram uma ida programada aos Estados Unidos para se apresentarem no Rock in Rio. Segundo Cupertino, um dos integrantes do grupo de São Gonçalo, quando Zé Ricardo apresentou a proposta, eles imediatamente pediram ao empresário para encontrar outra data para a turnê americana, pois o Rock in Rio era mais importante.
A trajetória dos Garotin exemplifica o poder transformador do festival. Desde sua formação em 2023, a banda imaginou se chegaria ao Rock in Rio em uma década. Eles conseguiram em apenas três anos, um feito extraordinário. Logo após o festival, o trio seguirá para shows na Europa, consolidando sua posição como um dos maiores nomes emergentes da música brasileira contemporânea.
