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Tim Scott desiste de tentar concorrer à presidência

A saída de Scott pode proporcionar um impulso modesto para outros candidatos que tentam desalojar Trump do primeiro lugar
Amanda Omura

Amanda Omura

O senador republicano Tim Scott entrou na disputa presidencial para as eleições de 2024, de acordo com um documento enviado ao regulador eleitoral dos Estados Unidos nesta sexta-feira (19).

Ele é o único republicano negro no Senado norte-americano e costuma usar sua história pessoal - homem pobre e filho de mãe solteira - como prova de que os EUA continuam sendo uma terra promissora.

Na campanha, sua disposição otimista apresenta um grande contraste com outros candidatos declarados e potenciais, incluindo o ex-presidente Donald Trump e o governador da Flórida, Ron DeSantis, que retratam os EUA como um país em declínio que precisa ser resgatado de uma elite esquerdista corrupta.

Como um conservador negro, Scott é uma raridade em um país onde a política é fortemente dividida em linhas raciais. Cerca de 92% dos eleitores negros apoiaram o democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de 2020, enquanto 55% dos eleitores brancos apoiaram Trump.

Scott costumava criticar Trump quando ele era presidente por fazer comentários racialmente insensíveis e bloqueou vários de seus indicados judiciais por esse motivo também. Ao mesmo tempo, o senador da Carolina do Sul acusou os democratas de explorar as tensões raciais para ganhos partidários.

Scott entra na disputa, mas sem força
Cerca de 2% dos republicanos planejam votar em Scott nas etapas primárias das eleições dos EUA, segundo pesquisas eleitorais locais. Mais da metade dos republicanos planeja votar em Trump e cerca de um quinto é a favor de DeSantis - que deve entrar na disputa nos próximos dias.

Ainda assim, as chances de Scott podem ser maiores do que parecem no papel.

Ele é bem conhecido e querido em seu estado natal, a Carolina do Sul, que desempenha um papel crucial na disputa pela indicação republicana, pois é o terceiro estado a votar.

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