{"id":11257,"date":"2022-10-10T15:57:00","date_gmt":"2022-10-10T18:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/?p=11257"},"modified":"2022-10-10T15:57:04","modified_gmt":"2022-10-10T18:57:04","slug":"mais-de-38-milhoes-de-brasileiros-vivem-em-lares-em-que-ninguem-tem-emprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/economia\/mais-de-38-milhoes-de-brasileiros-vivem-em-lares-em-que-ninguem-tem-emprego\/","title":{"rendered":"Mais de 38 milh\u00f5es de brasileiros vivem em lares em que ningu\u00e9m tem emprego"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, 38,7 milh\u00f5es de pessoas vivem em lares sem qualquer renda do trabalho, nem informal. Elas representavam 17,9% da popula\u00e7\u00e3o em 2021, o segundo maior patamar j\u00e1 registrado desde 2012. S\u00f3 perde para 2020, quando o isolamento social para evitar a propaga\u00e7\u00e3o da pandemia impediu que parte relevante dos trabalhadores, principalmente os informais, conseguisse trabalhar.<br>\u2014 Apesar da melhoria recente, nunca se trabalhou t\u00e3o pouco assim. Isso significa que uma s\u00e9rie de pessoas est\u00e1 vivendo exclusivamente de rendas assistenciais, estrat\u00e9gias prec\u00e1rias e previd\u00eancia de baixa remunera\u00e7\u00e3o. A renda informal n\u00e3o retornou para as fam\u00edlias no mesmo n\u00edvel de antes. S\u00e3o menos recebedores, com renda menor e v\u00ednculos mais fr\u00e1geis \u2014 afirma o soci\u00f3logo Rog\u00e9rio Barbosa, professor do Iesp\/Uerj, que fez o levantamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de ganhos com o trabalho, as fam\u00edlias podem receber aposentadorias, pens\u00f5es, benef\u00edcios sociais, alugu\u00e9is, juros e dividendos. A maior parte tem remunera\u00e7\u00e3o do trabalho, que costuma corresponder a 75% da renda familiar. Mas h\u00e1 2% da popula\u00e7\u00e3o, cerca de 4 milh\u00f5es de pessoas, que n\u00e3o recebem qualquer tipo de remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse percentual dobrou em rela\u00e7\u00e3o a 2012 e representa a maior parcela j\u00e1 registrada de brasileiros sem qualquer tipo de renda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 o caso de Rose Souza, de 47 anos, que est\u00e1 desempregada h\u00e1 dois anos. Ela mora com seu filho Gilson, de 30 anos, em Rio das Pedras, no Rio de Janeiro. Gilson j\u00e1 trabalhou como pizzaiolo e ajudante de pedreiro, mas est\u00e1 sem servi\u00e7o h\u00e1 dois meses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela s\u00f3 conta com a ajuda de R$ 100 que a filha lhe d\u00e1. Rose precisou parar de trabalhar vendendo past\u00e9is e biscoitos no ponto de \u00f4nibus por causa da artrose, que lhe causa muitas dores. Com os R$ 100, Rose compra a comida.<br>\u2014 Com R$ 100 n\u00e3o d\u00e1 para comprar quase nada. Eu vou levando como d\u00e1, um dia tem arroz e feij\u00e3o, no dia que n\u00e3o tem, eu como arroz com farinha \u2014 conta Rose, que trabalhou desde os seis anos de idade no interior de S\u00e3o Paulo, colhendo caf\u00e9 na lavoura. Atualmente, ela est\u00e1 tentando se aposentar, mas antes precisa acertar as pend\u00eancias de parcelas com o INSS.<br>Sem gera\u00e7\u00e3o de emprego<br>Ela tamb\u00e9m entra na estat\u00edstica de desemprego de longa dura\u00e7\u00e3o. No segundo trimestre deste ano, havia 3 milh\u00f5es de desempregados que procuram vaga h\u00e1 dois anos ou mais, o que corresponde a 29,6% dos desocupados, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua.<br>\u2014 Muitas pessoas perderam o pouco capital que tinham, coisas simples, como uma barraca, um carrinho de pipoca para conseguir se manter ou pelo menos alugar. Durante a pandemia, sem fonte de recurso, tiveram que vender esse capital. Essas fam\u00edlias est\u00e3o vivendo uma situa\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil \u2014afirma Naercio Menezes Filho, diretor do Centro de Pesquisa Aplicada \u00e0 Primeira Inf\u00e2ncia do Insper e professor da USP.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00famero representa 17,9% da popula\u00e7\u00e3o em 2021, segundo maior patamar j\u00e1 registrado desde 2012<\/p>","protected":false},"author":3,"featured_media":11258,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-11257","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"brizy_media":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11257","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11257"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11257\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11258"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11257"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11257"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11257"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}