{"id":12533,"date":"2022-12-23T16:02:28","date_gmt":"2022-12-23T19:02:28","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/?p=12533"},"modified":"2022-12-23T16:02:38","modified_gmt":"2022-12-23T19:02:38","slug":"precos-dos-alimentos-disparam-e-renda-dos-brasileiros-nao-acompanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/economia\/precos-dos-alimentos-disparam-e-renda-dos-brasileiros-nao-acompanha\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7os dos alimentos disparam e renda dos brasileiros n\u00e3o acompanha"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">Se antes da pandemia os brasileiros j\u00e1 sofriam para dar conta da feira e do supermercado, nos \u00faltimos tr\u00eas anos virou um verdadeiro malabarismo tentar n\u00e3o comprometer tanto o or\u00e7amento com a cesta de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a renda dos trabalhadores n\u00e3o tem acompanhado a escalada de pre\u00e7os. Mesmo quando os sal\u00e1rios s\u00e3o reajustados pela infla\u00e7\u00e3o, a defasagem continua, porque os alimentos t\u00eam subido acima dela desde a pandemia. Assim, o poder de compra fica comprometido, ou seja, o que as pessoas ganham n\u00e3o acompanha a alta dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Levantamento mostra que, enquanto a renda m\u00e9dia do brasileiro subiu 19,7% em tr\u00eas anos, os alimentos ficaram 41,5% mais caros.<br>Veja o que mostram os dados:<br>Em outubro de 2019, o rendimento m\u00e9dio mensal do trabalho era de R$ 2.301<br>Em outubro de 2022, esse rendimento era de R$ 2.754 \u2013 uma alta de 19,68%<br>No intervalo entre esses meses, a infla\u00e7\u00e3o ficou em 22,45%<br>J\u00e1 os alimentos subiram 41,5%<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cesta b\u00e1sica e rendimento<br>O resultado dessas altas desiguais \u00e9 que a cesta b\u00e1sica vem comprometendo uma fatia maior da renda das fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) mostram que, em outubro de 2019, 43,8% do sal\u00e1rio m\u00ednimo era comprometido com a compra da cesta b\u00e1sica. Neste ano, essa fatia cresceu para 58,78%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2019, o brasileiro precisava trabalhar, em m\u00e9dia, 88 horas e 39 minutos para comprar os produtos da cesta b\u00e1sica. Agora, s\u00e3o totalizando 119 horas e 37 minutos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considerando o rendimento m\u00e9dio do trabalho, em valores nominais, a fatia comprometida pela cesta b\u00e1sica passou de 20,6% para 27,7%. Os dados consideram o valor da cesta b\u00e1sica apurado na capital paulista, o mais alto encontrado pelo Dieese.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os vil\u00f5es da alta dos alimentos<br>Andr\u00e9 Braz, coordenador dos \u00edndices de pre\u00e7os do FGV Ibre, aponta que a infla\u00e7\u00e3o dos alimentos tem sido praticamente o dobro da infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, calculada pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Nos acumulado em 12 meses at\u00e9 novembro deste ano o IPCA ficou em 5,90%, enquanto os alimentos subiram 11,84%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs sal\u00e1rios s\u00e3o orientados pelo IPCA geral ou INPC. Ent\u00e3o quem ganha muito pouco e recebe um aumento orientado pelo IPCA m\u00e9dio vai ter perda da qualidade de vida porque n\u00e3o vai conseguir repor a cesta de consumo, composta por alimentos que acumulam o dobro da infla\u00e7\u00e3o, e isso vem piorando ao longo dos \u00faltimos anos\u201d, explica o economista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os motivos citados por Braz para a alta dos alimentos est\u00e3o epis\u00f3dios clim\u00e1ticos que prejudicaram a agricultura, a crise h\u00eddrica que afetou o pre\u00e7o da energia el\u00e9trica e a guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia que reduziu a oferta de milho, trigo e soja.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Renda m\u00e9dia do brasileiro subiu 19,7% em tr\u00eas anos, os alimentos ficaram 41% mais caros<\/p>","protected":false},"author":3,"featured_media":12534,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-12533","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"brizy_media":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12533","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12533"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12533\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12534"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12533"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12533"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12533"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}