{"id":13358,"date":"2023-02-08T18:06:59","date_gmt":"2023-02-08T21:06:59","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/?p=13358"},"modified":"2023-02-08T18:07:05","modified_gmt":"2023-02-08T21:07:05","slug":"hanseniase-a-doenca-antiga-que-a-ciencia-nao-consegue-eliminar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/saude-natural\/hanseniase-a-doenca-antiga-que-a-ciencia-nao-consegue-eliminar\/","title":{"rendered":"Hansen\u00edase: a doen\u00e7a antiga que a ci\u00eancia n\u00e3o consegue eliminar"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos \u00fanicos vetores conhecidos da bact\u00e9ria Mycobacterium leprae &#8211; o bacilo de Hansen, que causa a hansen\u00edase &#8211; na natureza \u00e9 um mam\u00edfero que mais parece um rato grande com um longo focinho, vestido em uma armadura de couro: o tatu-galinha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nativo da Am\u00e9rica do Sul, este animal se alimenta de insetos e agora tamb\u00e9m pode ser encontrado em toda a Am\u00e9rica Central e no sul da Am\u00e9rica do Norte.<br>O Brasil, a \u00cdndia e a Indon\u00e9sia representam a maior parte dos 200 mil novos casos de hansen\u00edase verificados todos os anos. E, no Brasil, os tatus s\u00e3o ca\u00e7ados para comer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores conclu\u00edram em um estudo que 62% dos tatus mortos por ca\u00e7adores estavam infectados com M. leprae. E pesquisas similares nos Estados Unidos &#8211; onde 150-250 novos casos em seres humanos s\u00e3o relatados todos os anos &#8211; conclu\u00edram que 20% dos animais daquele pa\u00eds s\u00e3o portadores da bact\u00e9ria.<br>Mas a culpa pode n\u00e3o ser do tatu. Acredita-se que os seres humanos possam ter transmitido originalmente a doen\u00e7a para esses animais, quando os europeus a trouxeram para o Brasil, cerca de 500 anos atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cientistas tamb\u00e9m encontraram recentemente a bact\u00e9ria em esquilos-vermelhos no Reino Unido. Mas, apesar das extensas pesquisas, nenhum outro portador animal foi encontrado at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Velhos desafios<br>O que faz com que essa doen\u00e7a antiga seja t\u00e3o persistente? Segundo Sunkara, diversos fatores est\u00e3o envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em primeiro lugar, o bacilo de Hansen reproduz-se com extrema lentid\u00e3o. Por isso, uma pessoa infectada pode levar dois a 20 anos para exibir qualquer sintoma da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tempo m\u00e9dio de incuba\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a (ou seja, o per\u00edodo entre a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 bact\u00e9ria e o surgimento dos primeiros sintomas) \u00e9 de cinco anos e, em casos raros, um paciente pode passar duas d\u00e9cadas sem apresentar sintomas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta bact\u00e9ria tem um tempo de incuba\u00e7\u00e3o mais longo&#8221;, afirma Sunkara. &#8220;Leva cerca de 14 dias para que uma bact\u00e9ria se divida em duas no corpo, em compara\u00e7\u00e3o com outras bact\u00e9rias causadoras de doen\u00e7as que podem dobrar de quantidade em minutos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Comparativamente, em condi\u00e7\u00f5es ideais, a bact\u00e9ria intestinal comum Escherichia coli, que tem algumas linhagens que podem causar envenenamento alimentar, pode dividir-se uma vez a cada 20 minutos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O longo tempo de incuba\u00e7\u00e3o \u00e9 problem\u00e1tico n\u00e3o s\u00f3 para o paciente, mas tamb\u00e9m para os que est\u00e3o \u00e0 sua volta. Durante esse per\u00edodo, um paciente que n\u00e3o sabe que foi infectado pode transmitir a infec\u00e7\u00e3o para os demais, especialmente para seus contatos pr\u00f3ximos, como membros da fam\u00edlia.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hansen\u00edase vive entre n\u00f3s h\u00e1 cerca de 3,5 mil anos, mas existem ainda muitos fatos b\u00e1sicos que s\u00e3o desconhecidos<\/p>","protected":false},"author":3,"featured_media":13359,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-13358","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude-natural"],"brizy_media":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13358","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13358"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13358\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13359"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13358"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13358"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13358"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}