{"id":19825,"date":"2024-04-11T18:34:20","date_gmt":"2024-04-11T21:34:20","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/?p=19825"},"modified":"2024-04-18T09:30:47","modified_gmt":"2024-04-18T12:30:47","slug":"poder-publico-deve-indenizar-familias-de-vitimas-de-tiroteios-em-operacoes-policiais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/brasil\/poder-publico-deve-indenizar-familias-de-vitimas-de-tiroteios-em-operacoes-policiais\/","title":{"rendered":"Poder P\u00fablico deve indenizar fam\u00edlias de v\u00edtimas de tiroteios em opera\u00e7\u00f5es policiais"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta quinta-feira (11) em quais circunst\u00e2ncias o Poder P\u00fablico deve pagar indeniza\u00e7\u00e3o para fam\u00edlias de v\u00edtimas de tiroteios em opera\u00e7\u00f5es policiais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pela decis\u00e3o, os governos devem se responsabilizar quando h\u00e1 mortos e feridos em incurs\u00e3o de agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica.<br>Mas isso n\u00e3o ocorrer\u00e1 se os governos demonstrarem que n\u00e3o houve a participa\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia no que ocorreu com as v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste ponto, n\u00e3o servir\u00e1 como prova, por si s\u00f3, uma per\u00edcia que n\u00e3o conclua sobre a origem do tiro.<br>Os ministros fecharam o texto da tese, que vai ser um guia para o julgamento de outros processos na Justi\u00e7a.<br>Os magistrados definiram que:<br>o Estado \u00e9 respons\u00e1vel na esfera c\u00edvel por morte ou ferimento decorrente de opera\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a p\u00fablica, nos termos da teoria do risco administrativo.<br>\u00e9 \u00f4nus probat\u00f3rio do ente federativo demonstrar eventuais excludentes de responsabilidade civil.<br>a per\u00edcia inconclusiva sobre o disparo fatal durante opera\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 suficiente, por si s\u00f3, para afastar a responsabilidade civil do Estado, por constituir elemento indici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hist\u00f3rico<br>Em mar\u00e7o deste ano, os ministros retomaram a an\u00e1lise do caso, no ambiente virtual. Na ocasi\u00e3o, decidiram o caso concreto: a maioria da Corte determinou que a Uni\u00e3o pague indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia de uma v\u00edtima de bala perdida em opera\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito no Rio de Janeiro.<br>Mas, naquela ocasi\u00e3o, o Supremo n\u00e3o concluiu o julgamento da tese. Na sess\u00e3o desta quinta, o tribunal concluiu a reda\u00e7\u00e3o desse documento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foram analisadas quatro propostas diferentes:<br>a do relator, ministro Edson Fachin, que responsabiliza o Estado quando h\u00e1 morte de pessoas por balas perdidas em opera\u00e7\u00f5es policiais;<br>a do ministro Alexandre de Moraes, que entende que os governos s\u00f3 devem pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos quando h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o de onde partiu o tiro;<br>a do ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, que considera que h\u00e1 responsabilidade nestas circunst\u00e2ncias quando se mostra &#8220;plaus\u00edvel o alvejamento por agente de seguran\u00e7a p\u00fablica&#8221;;<br>a do ministro Cristiano Zanin, que entende que &#8220;a per\u00edcia inconclusiva sobre a origem de disparo fatal durante opera\u00e7\u00f5es policiais e militares n\u00e3o \u00e9 suficiente, por si s\u00f3, para afastar a responsabilidade civil do Estado&#8221;.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Indeniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 devida se governos conseguirem provar que n\u00e3o houve participa\u00e7\u00e3o de agentes de seguran\u00e7a em mortes<\/p>","protected":false},"author":3,"featured_media":19950,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[36],"tags":[],"class_list":["post-19825","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"brizy_media":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19825","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19825"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19825\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19951,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19825\/revisions\/19951"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19950"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19825"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19825"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19825"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}