{"id":20759,"date":"2024-06-14T18:55:17","date_gmt":"2024-06-14T21:55:17","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/?p=20759"},"modified":"2024-06-14T18:55:17","modified_gmt":"2024-06-14T21:55:17","slug":"brasil-precisa-importar-arroz-por-que-o-preco-subiu-mais-de-20-em-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/economia\/brasil-precisa-importar-arroz-por-que-o-preco-subiu-mais-de-20-em-um-ano\/","title":{"rendered":"Brasil precisa importar arroz? Por que o pre\u00e7o subiu mais de 20% em um ano?"},"content":{"rendered":"<p>O arroz virou um dos assuntos em alta nas \u00faltimas semanas diante das tentativas do governo federal de importar o gr\u00e3o, ap\u00f3s as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul. O estado responde por 70% da produ\u00e7\u00e3o nacional do cereal e j\u00e1 colheu 90% da \u00e1rea plantada nesta safra.<\/p>\n<p>Por que o Brasil precisa importar arroz?<br \/>\nO Brasil produz menos arroz do que consome, mas supre a demanda interna com importa\u00e7\u00f5es e estoques de colheitas anteriores. Nesta safra, o pa\u00eds vai produzir 10,3 milh\u00f5es de toneladas do alimento, enquanto o consumo deve ser de 11 milh\u00f5es, mostram dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).<\/p>\n<p>At\u00e9 abril, o governo estimava que o Brasil importaria 1,4 milh\u00e3o de toneladas de arroz. Esse montante, somado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e aos estoques \u2013 e excluindo as exporta\u00e7\u00f5es \u2013, permitiria acumular um suprimento de 12,4 milh\u00f5es de toneladas \u2013 contando com os efeitos da trag\u00e9dia no RS \u2013 o que j\u00e1 conseguiria atender o consumo interno.<\/p>\n<p>Contudo, desde maio, o governo aumentou a sua proje\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o para 2,2 milh\u00f5es de toneladas, colocando na conta o arroz que pretende adquirir via leil\u00e3o p\u00fablico. Nesse cen\u00e1rio, o Brasil acumularia 13,1 milh\u00f5es de toneladas no mercado interno.<\/p>\n<p>A justificativa do governo \u00e9 evitar um aumento excessivo de pre\u00e7os, em consequ\u00eancia de poss\u00edveis problemas de oferta e distribui\u00e7\u00e3o do arroz.<\/p>\n<p>No auge da trag\u00e9dia do RS, o bloqueio de estradas e rodovias gerou preocupa\u00e7\u00e3o sobre a capacidade do estado de conseguir entregar o arroz colhido para o restante do Brasil.<\/p>\n<p>A \u00e1gua baixou, por\u00e9m, e a principal rodovia para escoamento do gr\u00e3o, a BR-101, j\u00e1 est\u00e1 normalizada, diz a Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Rio Grande do Sul (Farsul).<\/p>\n<p>Quanto de arroz o RS perdeu?<br \/>\nAinda n\u00e3o se tem uma estimativa oficial sobre esse n\u00famero. Um relat\u00f3rio da Conab de quinta-feira (13) apontou que as enchentes de maio geraram perdas de 100 mil toneladas na colheita de arroz no estado, um volume pequeno perto das 7 milh\u00f5es de toneladas que o RS deve produzir.<\/p>\n<p>J\u00e1 nos armaz\u00e9ns \u2013 onde estava guardado o arroz que j\u00e1 tinha sido colhido \u2013, houve uma perda de 24 mil toneladas, o que corresponde a 15% do total armazenado, segundo dados do Instituto Riograndense do Arroz (Irga).<\/p>\n<p>Por que o arroz ficou mais caro?<br \/>\nSegundo especialistas ouvidos, a alta desse alimento est\u00e1 relacionada a fatores como:<br \/>\nclima ruim e aumento nos custos de produ\u00e7\u00e3o: o que fez com que alguns produtores abandonassem o plantio de arroz e migrassem para atividades mais rent\u00e1veis, como a soja.<\/p>\n<p>aumento das cota\u00e7\u00f5es internacionais: o pre\u00e7o do arroz subiu no mundo porque a \u00cdndia, que det\u00e9m 35% do com\u00e9rcio global, parou de exportar para reduzir seus pre\u00e7os internos, afirma Carlos Cogo, s\u00f3cio-diretor da Cogo Intelig\u00eancia em Agroneg\u00f3cio.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pa\u00eds produz menos do que consome e supre demanda com importa\u00e7\u00f5es e estoques de colheitas anteriores<\/p>","protected":false},"author":3,"featured_media":20744,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-20759","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"brizy_media":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20759","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20759"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20759\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20760,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20759\/revisions\/20760"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20744"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20759"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20759"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20759"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}