{"id":26286,"date":"2026-05-28T20:01:18","date_gmt":"2026-05-28T23:01:18","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/redacao\/bndes-investe-preservacao-pequena-africa-rio-janeiro\/"},"modified":"2026-05-28T20:01:18","modified_gmt":"2026-05-28T23:01:18","slug":"bndes-investe-preservacao-pequena-africa-rio-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/brasil\/bndes-investe-preservacao-pequena-africa-rio-janeiro\/","title":{"rendered":"BNDES investe R$ 20 milh\u00f5es na preserva\u00e7\u00e3o e desenvolvimento da Pequena \u00c1frica no Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"<h2>A Pequena \u00c1frica: ber\u00e7o da cultura afro-brasileira no Rio de Janeiro<\/h2>\n<p>A regi\u00e3o conhecida como Pequena \u00c1frica, nome cunhado pelo artista pl\u00e1stico, figurinista e sambista Heitor dos Prazeres (1898-1966), representa um dos territ\u00f3rios mais significativos para a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria africana no Brasil. Abrangendo bairros como Gamboa, Sa\u00fade, Santo Cristo, Centro, Cidade Nova e Est\u00e1cio, esta \u00e1rea \u00e9 palco hist\u00f3rico de resist\u00eancia cultural e constitui um importante acervo para a compreens\u00e3o da trajet\u00f3ria negra no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O territ\u00f3rio abriga espa\u00e7os emblem\u00e1ticos para a hist\u00f3ria brasileira, como o <strong>Cais do Valongo<\/strong>, reconhecido pela Unesco como Patrim\u00f4nio Mundial da Humanidade. Este local foi, nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo 19, o principal ponto de desembarque de africanos escravizados nas Am\u00e9ricas. Al\u00e9m disso, a regi\u00e3o preserva a <strong>Pedra do Sal<\/strong>, cen\u00e1rio das primeiras rodas de samba cariocas, o <strong>Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos<\/strong>, onde foram enterrados milhares de africanos que morreram logo ap\u00f3s chegar ao Brasil, e o <strong>Morro da Provid\u00eancia<\/strong>, considerada a primeira favela do pa\u00eds.<\/p>\n<h2>Requalifica\u00e7\u00e3o urbana como estrat\u00e9gia de desenvolvimento<\/h2>\n<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) tem investido na valoriza\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria negra atrav\u00e9s de um amplo programa de requalifica\u00e7\u00e3o urbana do territ\u00f3rio. Conforme explica Aloizio Mercadante, presidente da institui\u00e7\u00e3o, o objetivo \u00e9 <strong>consolidar a Pequena \u00c1frica como um grande polo internacional de cultura afro-brasileira e turismo de mem\u00f3ria<\/strong>, articulando patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, mobilidade urbana, gastronomia, m\u00fasica, religiosidade, empreendedorismo criativo, educa\u00e7\u00e3o patrimonial e desenvolvimento econ\u00f4mico local.<\/p>\n<p>O <strong>Distrito Cultural da Pequena \u00c1frica<\/strong> representa uma iniciativa estruturada do BNDES, desenvolvida com apoio t\u00e9cnico do Cons\u00f3rcio Valongo Patrim\u00f4nio Vivo. No final de 2025, foi entregue o masterplan preliminar, que apresentou uma vis\u00e3o integrada para o territ\u00f3rio, considerando suas dimens\u00f5es urban\u00edsticas, ambientais, culturais, sociais e econ\u00f4micas. O projeto prop\u00f5e a requalifica\u00e7\u00e3o de pra\u00e7as e espa\u00e7os p\u00fablicos, a cria\u00e7\u00e3o de percursos culturais, a melhoria da mobilidade e a ativa\u00e7\u00e3o de \u00e1reas subutilizadas.<\/p>\n<h2>Viva Pequena \u00c1frica: investimento de R$ 20 milh\u00f5es em cultura<\/h2>\n<p>O programa <strong>Viva Pequena \u00c1frica<\/strong> foi idealizado pelo BNDES para preservar, difundir e promover a mem\u00f3ria e heran\u00e7a cultural africana no Brasil. Com valor total de <strong>R$ 20 milh\u00f5es<\/strong>, sendo metade aportada diretamente pelo banco e metade por outros financiadores, o projeto \u00e9 gerido por uma coaliza\u00e7\u00e3o formada por Ceap, Diaspora.Black e Feira Preta, selecionadas em chamada p\u00fablica.<\/p>\n<p>Em maio de 2025, foi lan\u00e7ado o primeiro edital de sele\u00e7\u00e3o de projetos culturais, destinando at\u00e9 R$ 5 milh\u00f5es ao fortalecimento de institui\u00e7\u00f5es culturais atuantes no territ\u00f3rio. As dez institui\u00e7\u00f5es selecionadas receberam n\u00e3o apenas doa\u00e7\u00e3o de recursos, mas tamb\u00e9m apoio atrav\u00e9s de um ciclo formativo estruturado, composto por 16 encontros presenciais com foco em fortalecimento institucional e sustentabilidade organizacional.<\/p>\n<h3>Rede Mem\u00f3ria Viva e afroturismo nacional<\/h3>\n<p>Uma importante entrega esperada para 2026 \u00e9 o lan\u00e7amento do edital da <strong>Rede Mem\u00f3ria Viva<\/strong>, a\u00e7\u00e3o que conectar\u00e1 e promover\u00e1, nacional e internacionalmente, organiza\u00e7\u00f5es dedicadas \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria africana no Brasil. Conforme afirma Ant\u00f4nio Pita, diretor da Diaspora.Black: <strong>identificar outras Pequenas \u00c1fricas no Brasil significa reconhecer territ\u00f3rios que preservam a mem\u00f3ria viva da popula\u00e7\u00e3o negra e impulsionam o afroturismo como estrat\u00e9gia de desenvolvimento econ\u00f4mico<\/strong>.<\/p>\n<p>Todas as organiza\u00e7\u00f5es inscritas que preencherem os requisitos t\u00e9cnicos receber\u00e3o capacita\u00e7\u00e3o para desenvolvimento de afroturismo e outras atividades relacionadas. Ser\u00e1 feito tamb\u00e9m um mapeamento de territ\u00f3rios representativos da heran\u00e7a africana no pa\u00eds, fomentando integra\u00e7\u00e3o entre eles.<\/p>\n<h2>Festival Feira Preta reafirma compromisso com a cultura negra<\/h2>\n<p>Entre as a\u00e7\u00f5es apoiadas pelo BNDES, destaca-se a realiza\u00e7\u00e3o, de 29 a 31 de maio, no P\u00eder Mau\u00e1, de nova edi\u00e7\u00e3o do <strong>Festival Feira Preta<\/strong>, um dos maiores eventos de cultura e empreendedorismo negro da Am\u00e9rica Latina. O festival conecta cultura, economia criativa e identidade negra atrav\u00e9s de shows, palestras, gastronomia e feira de empreendedores negros.<\/p>\n<p>Durante o evento, o BNDES contar\u00e1 com um espa\u00e7o para exposi\u00e7\u00e3o de fotografias e v\u00eddeos imersivos das a\u00e7\u00f5es estruturadas no territ\u00f3rio, al\u00e9m de exibi\u00e7\u00e3o de filmes com tem\u00e1tica racial patrocinados pela entidade. Conforme comenta Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta: <strong>a historicidade da Pequena \u00c1frica \u00e9 um ativo importante, e queremos potencializar tudo o que esse territ\u00f3rio tem a oferecer ao Brasil e aos seus moradores<\/strong>.<\/p>\n<h2>Mem\u00f3ria como desenvolvimento econ\u00f4mico<\/h2>\n<p>O presidente do BNDES ressalta que mem\u00f3ria tamb\u00e9m \u00e9 desenvolvimento econ\u00f4mico, turismo, educa\u00e7\u00e3o, economia criativa e proje\u00e7\u00e3o internacional. Contudo, enfatiza que nada disso teria sido preservado sem o trabalho hist\u00f3rico de resist\u00eancia de organiza\u00e7\u00f5es, coletivos culturais, institui\u00e7\u00f5es religiosas, sambistas, lideran\u00e7as comunit\u00e1rias e entidades do movimento negro que atuam h\u00e1 d\u00e9cadas no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>O investimento do BNDES na Pequena \u00c1frica representa um reconhecimento dessa trajet\u00f3ria de resist\u00eancia e um fortalecimento de quem sempre sustentou essa mem\u00f3ria viva, transformando preserva\u00e7\u00e3o cultural em oportunidade de desenvolvimento econ\u00f4mico para a regi\u00e3o e seus moradores.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BNDES investe R$ 20 milh\u00f5es na preserva\u00e7\u00e3o da Pequena \u00c1frica, hist\u00f3rico polo de cultura afro-brasileira no Rio de Janeiro, com requalifica\u00e7\u00e3o urbana e empreendedorismo<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":26284,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[36],"tags":[],"class_list":["post-26286","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"brizy_media":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26286","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26286"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26286\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26284"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26286"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26286"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26286"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}