{"id":26887,"date":"2026-06-12T16:01:00","date_gmt":"2026-06-12T19:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/redacao\/tce-rj-supersalarios-conselheiros-3-milhoes\/"},"modified":"2026-06-12T16:01:00","modified_gmt":"2026-06-12T19:01:00","slug":"tce-rj-supersalarios-conselheiros-3-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/justica-em-foco\/tce-rj-supersalarios-conselheiros-3-milhoes\/","title":{"rendered":"TCE-RJ pagou R$ 11,8 milh\u00f5es em supersal\u00e1rios a conselheiros: conselheiro recebeu R$ 3 milh\u00f5es em um m\u00eas"},"content":{"rendered":"<h2>Supersal\u00e1rios no TCE-RJ: R$ 11,8 milh\u00f5es distribu\u00eddos entre conselheiros<\/h2>\n<p>Uma investiga\u00e7\u00e3o realizada pelo RJTV2, da TV Globo, revelou n\u00fameros alarmantes sobre os vencimentos pagos aos sete conselheiros titulares do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Entre maio de 2025 e abril de 2026, o tribunal desembolsou impressionantes R$ 11,8 milh\u00f5es em contracheques para esses profissionais. O que torna a situa\u00e7\u00e3o ainda mais preocupante \u00e9 o fato de que <strong>todos os conselheiros receberam remunera\u00e7\u00f5es que ultrapassaram significativamente o teto constitucional do funcionalismo p\u00fablico, fixado em R$ 46,5 mil<\/strong>.<\/p>\n<p>Os valores extraordin\u00e1rios foram impulsionados por verbas indenizat\u00f3rias e outros adicionais que elevaram os sal\u00e1rios para patamares muito acima do limite estabelecido pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Esse padr\u00e3o de pagamento levanta quest\u00f5es importantes sobre a adequa\u00e7\u00e3o dos procedimentos adotados pelo \u00f3rg\u00e3o e a conformidade com as normas constitucionais vigentes.<\/p>\n<h2>O caso mais extremo: R$ 3 milh\u00f5es em um \u00fanico m\u00eas<\/h2>\n<p>O caso mais expressivo envolve o conselheiro <strong>Rodrigo Melo do Nascimento<\/strong>, que apresenta n\u00fameros verdadeiramente extraordin\u00e1rios. Em outubro de 2025, ele recebeu quase R$ 3 milh\u00f5es em um \u00fanico contracheque. Segundo o levantamento do RJTV2, esse montante foi composto por um sal\u00e1rio de R$ 388 mil e mais de R$ 2,5 milh\u00f5es em verbas indenizat\u00f3rias pagas sob a justificativa de &#8220;excesso de trabalho&#8221;.<\/p>\n<p>Esse valor isolado representa quase 26% do total distribu\u00eddo entre todos os sete conselheiros no per\u00edodo analisado, demonstrando uma concentra\u00e7\u00e3o significativa de recursos em um \u00fanico profissional.<\/p>\n<h2>Outros conselheiros com remunera\u00e7\u00f5es elevadas<\/h2>\n<p>Al\u00e9m de Rodrigo Melo do Nascimento, outros conselheiros tamb\u00e9m registraram remunera\u00e7\u00f5es que chamam aten\u00e7\u00e3o. A conselheira <strong>Marianna Montebello<\/strong> recebeu vencimentos superiores a R$ 200 mil durante cinco meses consecutivos, ultrapassando R$ 800 mil em fevereiro de 2026 apenas.<\/p>\n<p>O conselheiro <strong>Jos\u00e9 Gomes Graciosa<\/strong> recebeu mais de R$ 1 milh\u00e3o em outubro de 2025, no mesmo m\u00eas em que o presidente do TCE-RJ, <strong>M\u00e1rcio Pacheco<\/strong>, teve remunera\u00e7\u00e3o superior a R$ 380 mil.<\/p>\n<h2>Conselheiros afastados tamb\u00e9m continuaram recebendo<\/h2>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m identificou que conselheiros afastados de suas fun\u00e7\u00f5es continuaram recebendo pagamentos. <strong>Marco Ant\u00f4nio de Alencar<\/strong>, afastado do cargo h\u00e1 quatro anos enquanto responde a um processo por corrup\u00e7\u00e3o, recebeu cerca de R$ 600 mil durante o per\u00edodo analisado.<\/p>\n<p><strong>Domingos Braz\u00e3o<\/strong>, preso desde mar\u00e7o de 2024 sob acusa\u00e7\u00e3o de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco, recebeu sal\u00e1rio de R$ 35 mil e quase R$ 10 mil em aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o apenas entre fevereiro e abril de 2026.<\/p>\n<h2>Autonomia institucional e marco legal<\/h2>\n<p>De acordo com an\u00e1lise da especialista s\u00eanior da Transpar\u00eancia Brasil, Bianca Berti, os pagamentos ocorreram em um per\u00edodo em que as regras permitiam maior autonomia aos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. &#8220;Cada institui\u00e7\u00e3o tinha compet\u00eancia para regulamentar a concess\u00e3o desses benef\u00edcios e definir quais verbas poderiam ser pagas a conselheiros e servidores&#8221;, explicou Berti \u00e0 TV Globo.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico do TCE-RJ, os maiores montantes foram pagos sob a rubrica de licen\u00e7a compensat\u00f3ria, um mecanismo que passou a ser restringido ap\u00f3s decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF). A especialista ressalta que essa decis\u00e3o n\u00e3o tem efeito retroativo, o que significa que <strong>os pagamentos realizados antes da mudan\u00e7a das regras s\u00e3o considerados, em princ\u00edpio, legais<\/strong>.<\/p>\n<h2>Restri\u00e7\u00f5es futuras aos chamados &#8220;penduricalhos&#8221;<\/h2>\n<p>At\u00e9 maio de 2026, cada institui\u00e7\u00e3o mantinha autonomia para regulamentar a concess\u00e3o de benef\u00edcios adicionais, popularmente conhecidos como &#8220;penduricalhos&#8221;. A decis\u00e3o do STF em impor novas restri\u00e7\u00f5es marca um ponto de inflex\u00e3o no tratamento dessas verbas indenizat\u00f3rias, buscando evitar futuras distor\u00e7\u00f5es nos pagamentos a servidores p\u00fablicos.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TCE-RJ pagou R$ 11,8 milh\u00f5es em supersal\u00e1rios a conselheiros entre maio de 2025 e abril de 2026. Conselheiro recebeu R$ 3 milh\u00f5es em um m\u00eas.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":26882,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[39],"tags":[],"class_list":["post-26887","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica-em-foco"],"brizy_media":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26887"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26887\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26882"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}